CEMIG
O novo acordo de acionistas da Cemig, firmado entre o Governo de Minas e a Andrade Gutierrez, foi duramente criticado pelo ex-prefeito Tarcísio Delgado (PMDB) em seu blog. Pelo entendimento da cúpula da estatal mineira, o comando da fortalecida diretoria de desenvolvimento de negócios ficará a cargo da construtora. Para o ex-prefeito, trata-se da privatização da Cemig. Não há a menor razão econômica ou financeira para mais esta privatização. O crime contra o interesse público cometido pelo Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), com a predatória privatização da Vale, se repete, agora, em Minas, com a Cemig, escreveu o peemedebista. Assinado no dia 1º de agosto, o novo acordo selou a entrada neste ano da Andrade Gutierrez na Cemig. A construtora adquiriu 32,96% do capital social votante da empresa, que estava nas mãos da AES. O Governo de Minas tem 50,96%.
Itamar
Na sua defesa da Cemig, Tarcísio Delgado cita o ex-presidente Itamar Franco. Itamar, onde estiver, sofre com esse crime contra o interesse público. Em 1998, quando era governador de Minas, Itamar questionou o acordo que dava a AES, então detentora de um terço das ações da Cemig, o direito à indicação de dois diretores e um vice-presidente, além do poder de veto a quaisquer negócios que envolvessem compra ou alienação de ativos da Cemig. Para Itamar, as condições eram lesivas à Cemig por dar a um sócio menor o poder de brecar planos de ação da empresa.
Taxa do Beijo
Para que os acompanhantes de passageiros na rodoviária possam voltar a circular na área de embarque, o Ministério Público propôs ontem um termo de ajustamento de conduta à Sinart, que administra o terminal. A ideia é fazer a identificação dos interessados mediante preenchimento de formulário com nome e identidade. A medida visa a resolver o problema dos acompanhantes que, desde a publicação da Taxa do Beijo, não pagam tarifa, mas também não entram na área de embarque. A empresa alega medida de segurança e tem 30 dias para se manifestar.
Audiências
A importância de organizações comunitárias caminharem com os próprios pés será tema de audiência pública hoje, na Câmara. A discussão atende ao primeiro projeto de lei de iniciativa popular de Juiz de Fora, o Pró-Bairros, que reuniu 12.110 assinaturas em prol de uma alternativa para o financiamento do movimento comunitário. Na quinta, o Legislativo discute o piso salarial nacional para o magistério municipal. Na próxima semana, dia 22, serão debatidas soluções para o tráfego na Rua Bernardo Mascarenhas, uma das principais vias de acesso à Zona Norte.
Sem volta
A debandada do PMDB do bloco de oposição na Assembleia tornou-se um caminho sem volta. Mesmo com pedido de mais tempo para anunciar o rompimento, os parlamentares peemedebistas já adotaram tom independente na Casa. A oficialização do rompimento, no entanto, deve ficar para a próxima semana. A oposição ficará, então, restrita aos 12 deputados do PT e aos comunistas Carlim Moura e Celinho do Sinttrocel.
