Ícone do site Tribuna de Minas

Coluna 16 07:00:00-10-2013

PUBLICIDADE

VOTAÇÃO ÚNICA

Pelas redes sociais, o deputado Júlio Delgado (PSB) está defendendo mudança na legislação eleitoral e a adoção de eleição única, na qual estariam em jogo os mandatos de vereadores a presidente da República. Trata-se, no seu entendimento, de melhor maneira de continuidade administrativa, além da drástica redução de custos com as eleições, hoje programadas para ocorrerem de dois em dois anos. Membro da comissão especial que analisa a reforma, o parlamentar não está sozinho nesta empreitada, que também envolve o fim da reeleição. As mudanças, no entanto, só devem ocorrer em 2018. O país já experimentou esse modelo, que durou pouco, retornando à antiga forma de disputas separadas para a instância municipal, cujo modelo envolve mais a paixão, sobretudo para prefeito.

PUBLICIDADE

Quer de volta

Passado o período de mudanças partidárias, começa, agora, uma outra etapa: a punição aos infiéis, isto é, os políticos que migraram de legenda sem uma justa causa, como criação de nova sigla ou desconforto ideológico devidamente comprovado. Na noite de segunda-feira, em Belo Horizonte, horas depois de um encontro com o prefeito Marcio Lacerda, o presidente do diretório estadual do PSDB, Marcus Pestana, encontrou-se com membros do diretório municipal, inconformados com a mudança do presidente da Câmara, Léo Burguês, que foi para o PTdo B, e Pablito, que se filiou ao PV. A ideia é buscar o mandato na Justiça.

Com Danilo

Pestana também aproveitou a segunda-feira, único dia que fica na capital, para conversar não apenas com Marcio Lacerda mas também com o secretário de Governo, Danilo de Castro. Este, um dos principais articuladores do Governo e que defende a candidatura do vice-governador Alberto Pinto Coelho, é considerado um estrategista e pode ficar sem projeto se Alberto permanecer no Governo cumprindo um eventual final de mandato de Antonio Anastasia. Antes que outro tente comprar o passe do secretário, Pestana abriu as conversações.

PUBLICIDADE

Passe livre

A adoção de passe livre para idosos no transporte público intermunicipal, ora em discussão na Assembleia Legislativa, tem um problema: a fonte de custeio. Em palestra ontem para os deputados, o assessor da Secretaria de Estado de Transportes, Lindberg Ribeiro, advertiu para esse problema. De acordo com ele, a Justiça reconheceu, por meio de recursos transitados em julgado, que, para a concessão de qualquer gratuidade, haja uma forma de compensação operacional às empresas de transporte. O projeto beneficiaria pessoas com mais de 65 anos, deficientes físicos, mentais e visuais. Minas tem seis milhões de idosos.

PUBLICIDADE

Telefonia

A concessão de benefícios que impliquem renúncia fiscal também foi tema da reunião de ontem entre os vereadores que fazem parte da Comissão Especial de Telefonia e Comunicação com o prefeito Bruno Siqueira. Os vereadores sugerem expandir a telefonia móvel com qualidade com a cobrança de taxas de licenciamento menores, sem reduzir receitas públicas. O prefeito anunciou a impossibilidade de abrir mão de receita consolidada, mas considerou importante, junto com os vereadores, construir uma alternativa. Um estudo técnico será solicitado ao jurídico da Administração.

Sair da versão mobile