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Coluna 15 06:00:00-04-2012

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JOGO DE INTERESSES

A instalação da CPI para investigar o contraventor Carlinhos Cachoeira é uma aposta do Governo e da oposição, ambos buscando dados para comprometer a performance do adversário. Como toda CPI tem, paralelamente, a intenção de investigar algo e dimensões de estratégia política, o cientista político Paulo Roberto Figueira observa que foi essa a motivação que produziu a facilidade para se obter uma maioria a favor das investigações. Do ponto de vista do Governo, as relações de Cachoeira com uma das mais importantes lideranças congressuais da oposição – o senador Demóstenes Torres (sem partido) – e com o Governo de Goiás, liderado pelo tucano Marconi Perillo, seriam especialmente úteis num ano em que o escândalo do mensalão provavelmente será julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Para a oposição, a extensão das relações de Cachoeira com o poder é tão extensa que, numa investigação, há grandes chances de se encontrar conexões dele também com o campo governista, o que permitiria argumentar que o problema não foi apenas com Demóstenes e com Perillo. O professor se referia ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que já admitiu ter se encontrado com Cachoeira pelo menos uma vez.

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Como termina?

O professor Paulo Roberto engrossa o coro dos que entendem ser a CPI um projeto de consequências imprevisíveis – sabe-se como começa, mas não como termina. No caso, observa: uma vez que a comissão seja instalada e esteja funcionando, com interesses políticos tão divergentes convivendo dentro dela, certamente virão à tona fatos que provavelmente continuariam ocultos sem os instrumentos de que uma CPI dispõe. Mas não é possível antecipar nem as condições políticas nas quais suas conclusões serão votadas nem, muito menos, as reações que o Judiciário terá quando chegar lá.

Ciclo de abril

A Câmara volta às suas atividades amanhã com uma sessão itinerante no Bairro Marilândia. Para esta semana, está programada apenas uma audiência pública, prevista para o dia 18. A pedido da vereadora Ana Rossignoli (Ana do Padre Frederico – PDT), será discutida a situação do direito à utilização do carro de apoio no município. Trata-se de uma demanda envolvendo a Secretaria de Saúde. Por isso, foram convidados a secretária de Saúde, conselheiros e conselheiras de várias secretarias da Prefeitura, além de representantes de entidades que atuam nesse segmento.

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Pela região

Ficou para a semana que vem o encontro entre o reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Henrique Duque, e o deputado Marcus Pestana – um dos articuladores da Agenda de Desenvolvimento Regional. Na pauta, a montagem do próximo evento, no qual seriam prestadas contas das ações desenvolvidas até agora, sobretudo nas áreas de saúde e de mobilidade. O parlamentar deve se reunir também com empresários e com o presidente da Agenda de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região, Jorge Montessi, que tomou posse no mês passado com uma meta de diversos empreendimentos.

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Abandonado

Embora seja da base do Governo, após sua adesão ao PMDB, o senador Clésio Andrade classificou de abandono o silêncio do Ministério dos Transportes em relação a Minas Gerais. Segundo ele, o Governo não tem atendido às reivindicações do estado em obras prioritárias. Ele citou a duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, da BR-040, entre o trevo de Ouro Preto e Juiz de Fora, e outros investimentos, citando ainda as rodovias federais 262, 365 e 367. Clésio advertiu que, sem obras, elas vão continuar batendo recordes de mortes.

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