Alto dos Passos
A Câmara já definiu sua primeira audiência pública do mês e vai, no dia 19, avaliar a situação do Bairro Alto dos Passos, palco de cenas de violência, sobretudo aos fins de semana. O requerimento é do vereador Chico Evangelista, que acrescenta, além da violência, o uso de drogas, uso de armas “e todo o tipo de abuso contra a ordem pública”. Para a reunião, foram convocados (o que exige presença, pois não é convite) os secretários de Governo, José Sóter Figueirôa, e o secretário de Atividades Urbanas, Sérgio Rocha. Como convidados estão os secretários de Transporte e Trânsito; Ministério Público; Polícia Militar; Polícia Civil; presidente da SPM do Bairro Alto dos Passos e do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares e Abrasel.
Na telinha
Pelas contas dos próprios deputados, a Câmara deverá levar de nove a dez horas para votar o relatório do deputado Jovair Arantes, que sugere o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Como cada um dos 513 parlamentares tem até um minuto para declarar o voto – e, em rede nacional de TV, poucos irão perder essa oportunidade -, a sessão deve entrar pela noite de domingo e madrugada de segunda-feira. Essa previsão é feita considerando-se que a sessão de votação deva começar às 14h, mas tudo dependerá do ritmo dos trabalhos e, sobretudo, da vontade do deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal.
Dois a dois
As sessões começam na sexta-feira e devem levar cerca de 25 horas. Esse cálculo é feito no número de partidos com direito a exposição. São 25 legendas que terão o prazo de uma hora para justificar a sua posição. As sessões de sexta-feira e de sábado devem começar às 10h. Os deputados juiz-foranos estão empatados na questão: a favor do impeachment devem votar Marcus Pestana (PSDB) e Júlio Delgado (PSB). Contra o impedimento da presidente estarão Margarida Salomão (PT) e Wadson Ribeiro (PCdoB).
Defesa do idoso
A Comissão Extraordinária do Idoso, da Assembleia Legislativa, irá discutir hoje a segurança da população idosa em Minas. A meta é apontar os principais crimes cometidos contra a terceira idade e definir possíveis medidas para enfrentar o problema. O presidente da comissão, deputado Isauro Calais, defende a criação, com urgência, de novas delegacias especializadas do idoso em municípios mineiros. Na sua avaliação, a violência é o maior problema enfrentado pelos idosos. “O mais grave é que, na maioria dos casos, o agressor está dentro de casa. Os filhos são os principais agressores, e as mulheres, as maiores vítimas.” O parlamentar lembrou que só há uma delegacia especializada em Belo Horizonte. Em Juiz de Fora, ainda não há tal unidade.
