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Bruno Siqueira abre o jogo

Por Paulo Cesar Magella

11/10/2018 às 19h11 - Atualizada 11/10/2018 às 20h12

Na sua primeira entrevista após as eleições de domingo passado, o ex-prefeito Bruno Siqueira admitiu ter sido penalizado pelos eleitores por ter saído do cargo para disputar uma vaga na Assembleia. Ele considera que, para o Senado, talvez não houvesse qualquer tipo de rejeição, mas o eleitor não compreendeu sua opção pelo Legislativo estadual. Sem mandato, ele garantiu que não irá disputar qualquer cargo no pleito municipal de 2020, quando o eleitor volta às ruas para eleger prefeito e vereadores. Ao participar do programa “Pequeno Expediente”, da Rádio CBN, ele disse que deve se dedicar à iniciativa privada, embora ainda não tenha avaliado qualquer opção.

Dará ideias

Bruno tem mantido contato com o prefeito Antônio Almas, com quem, aliás, conversou longamente na última quarta-feira, mas não sinalizou qualquer posto na reforma do primeiro escalão, que deve ocorrer ao final deste mês ou na primeira quinzena de novembro. “Irei contribuir com ideias para a Prefeitura”, destacou. Na mesma entrevista, o ex-prefeito sinalizou que irá apoiar o candidato tucano Antonio Anastasia, mesmo considerando seu adversário, Romeu Zema, bem-intencionado.

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Quem ajudou

Sem citar o nome do deputado Isauro Calais, com quem disputou espaço, especialmente, em Juiz de Fora para deputado estadual, Bruno não considera que o MDB esteja dividido na cidade. Para ele, o parlamentar não ajudou o Governo durante seu mandato na Assembleia. Citou a contribuição de vários parlamentares, especialmente Marcus Pestana (PSDB) e Margarida Salomão (PT), “que ajudaram muito a sua gestão”, e também Júlio Delgado, mas não incluiu seu colega de partido na lista.

Franco é cotado

O economista Gustavo Franco, que seria o ministro da Fazenda num eventual governo de João Amoêdo (Novo), é o nome mais cotado para dirigir a economia de Minas se o empresário Romeu Zema (Novo) vencer as eleições. Empresário, consultor e conselheiro de diversas empresas, Franco foi presidente do Banco Central, de 1997 a 1999, no segundo mandato do presidente Fernando Henrique. Também fez parte da equipe que elaborou o Plano Real, quando Itamar Franco foi presidente da República.

Paulo Cesar Magella

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