RITUAL POLÍTICO
As declarações do presidente do diretório estadual do PSB, deputado Júlio Delgado, ao jornal Valor Econômico, quando advertiu que o seu partido deixou de ser coadjuvante para também ser protagonista nas eleições em Minas, não chegaram a surpreender. O deputado Marcus Pestana, presidente do diretório estadual do PSDB, considerou fazer parte do ritual político marcar posição. No seu entendimento, o processo dependerá de peças-chaves no xadrez político, e uma delas é o governador Antonio Anastasia. Se ele se desincompatibilizar, a discussão tem um formato; se permanecer no Governo, muda tudo. Por isso, o deputado entende que, só a partir de abril, quando os prazos começam a correr, será possível ter um cenário definitivo do processo em Minas Gerais. Pelas contas de hoje, a disputa estaria polarizada entre o ministro Fernando Pimentel, nome único do PT, e um representante do Palácio. Mas aí é que a questão emperra, porque os tucanos querem um pacote completo, com candidato a governador e ao Senado.
A lista é expressiva. Entre os tucanos, os pretendentes a governador são o próprio Pestana e o ex-ministro Pimenta da Veiga. O PMDB, em tese aliado do PT, ainda não bateu o martelo, já que o senador Clésio Andrade não jogou a toalha, muito menos o deputado Leonardo Quintão. A legenda precisa, também, definir se terá candidatura ao Senado. Na lista estão o deputado Newton Cardoso e o empresário Josué da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar. O ministro Antônio Andrade quer ser vice de Pimentel.
Longa lista
Na base aliada do governador também há vários pretendentes, inclusive o próprio Júlio Delgado, que tanto pode postular o cargo de vice – ele disse que o PSB tem essa pretensão – quanto tentar o Senado. Terá que dividir espaços com o empresário Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, que se filiou à legenda a convite do próprio Eduardo Campos. O DEM tem como interessados na disputa os deputados Lael Varela e Carlos Melles, enquanto o PSD vai apresentar Marcos Montes e Alexandre da Silveira.
Longo prazo
Nem todos os partidos estão se articulando de olho nas eleições do ano que vem. A Comissão Provisória do PR, depois da desfiliação do deputado Edmar Moreira, atua por uma reestruturação da legenda, mas visando a 2016, quando estarão em jogo os cargos de prefeito e vereador. Quem puxa as conversações é o vereador Vagner de Oliveira, que pensa em convidar para assumir a presidência um renomado articulador político da cidade. As conversas começaram no Estádio Mário Helênio, enquanto o Tupi eliminava o Mixto de Cuiabá no Campeonato Brasileiro.
Mais um
A representação de Juiz de Fora em Brasília, hoje com três deputados – Margarida Salomão (PT), Marcus Pestana (PSDB) e Júlio Delgado (PSB) -, pode ganhar mais um nome, mas tudo vai depender da Justiça Eleitoral. O PSC deve entrar em juízo para pedir o mandato do deputado Stéfano Aguiar, que mudou de legenda. Se houver esse entendimento, quem assume o posto é o vereador Noraldino Júnior, hoje na primeira suplência. Os dirigentes do partido entendem ser uma questão de tramitação rápida, em média de dois meses, para uma sentença de mérito.
