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Coluna 11 07:00:00-09-2011

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PARADOXO POLÍTICO

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É triste ter perdido uma eleição, apesar de receber 3.102 votos. Este foi o drama do historiador Vanderlei Tomaz na última eleição, quando ficou fora da Câmara por uma questão de sua legenda não ter obtido coeficiente eleitoral para garantir sua vitória. Se houvesse voto distrital, estaria cumprindo o seu quinto mandato de vereador, uma vez que sempre foi o mais votado na região de Benfica. No entanto, só se elegeu uma vez, em 1992. O político está vivendo o paradoxo de ser bom de voto. A maioria dos partidos, embora reconheça seus méritos e potencial, não o quer em sua chapa, por temer esvaziamento das demais candidaturas. O patamar estabelecido pela maioria das legendas, inclusive de grande porte, é de 2.200 votos. Tomaz deve, no entanto, achar um caminho ainda esta semana, já que, segundo ele, as conversas estão bem adiantadas. Ele adverte que as restrições ora impostas poderão causar surpresa nas eleições do ano que vem, já que novos atores, por força dessa redução, poderão surgir na composição da próxima Câmara Municipal.

Bons de voto

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Vanderlei Tomaz não é o único a viver o dilema de ser votado. Quem também passou pela mesma situação foi o ex-vereador Juraci Scheffer. Depois de várias articulações, ele se filiou ao Partido dos Trabalhadores e vai reforçar a legenda na Cidade Alta. Leonardo Bello, que chegou a ficar na primeira suplência do PSDB, se filiou ao PMDB. Também se articulam para se adaptar às exigências das legendas, sobretudo de menor porte, Cido de Benfica e o ex-vereador Cidão.

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Vez de Minas

A audiência pública da Assembleia Legislativa para tratar dos efeitos da privatização da BR-040 e, sobretudo, dos valores do pedágio cobrado pela Concer ainda não tem data definida. O deputado Bruno Siqueira, que participou de evento semelhante na Assembleia do Rio de Janeiro, disse que a ideia é definir, primeiro, um representante da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Já conversei com o Adalclever Lopes, presidente da Comissão de Transportes. Tão logo tenha a confirmação, definiremos o dia, observou.

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Conciliação

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Entra na pauta da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, na terça-feira, audiência pública para discutir projeto já em tramitação que permite que delegados de polícia façam a conciliação entre as partes envolvidas em delitos de menor potencial ofensivo. São considerados delitos de tal porte crimes ou contravenções com penas inferiores a dois anos, com multa ou não. Atualmente, só podem realizar a conciliação os juízes togados ou leigos do Juizado Especial Criminal.

Coligação

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que já havia aprovado as coligações de partidos em eleições proporcionais – para vereador, deputado estadual e deputado federal -, deverá votar o texto de novo esta semana, porque o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou voto em separado rejeitando a proposta. O senador Jarbas Vasconcelos, que pediu nova discussão, tem uma Proposta de Emenda Constitucional com o mesmo objetivo, e quer, por isso, fazer a fusão dos dois projetos.

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