MULHERES COM MANDATO
A baixa participação das mulheres na vida pública, a despeito de serem maioria da população e até mesmo dos colégios eleitorais, paradoxo que já venceu diversos pleitos, tornou-se tema de discussão após proposta de se ampliar a cota do sexo feminino na elaboração das chapas partidárias, hoje em 30%. Uma pesquisa feita pelo Ibope e pelo Instituto Patrícia Galvão indicou que quase oito em cada dez brasileiros ouvidos defenderam a obrigatoriedade de uma divisão com o mesmo número de candidatos e candidatas nas listas partidárias para as eleições. Essa lista meio a meio deveria ser obrigatória para o Poder Legislativo. A dúvida é saber se essa é a saída mais adequada, pois uma das dificuldades encontradas pelos diretórios é fechar suas listas com os atuais 30%. Para o cientista político Paulo Roberto Figueira, o baixo percentual de representantes femininas nas casas legislativas deve-se a um somatório de fatores. Há um fator cultural (uma cultura política fortemente enraizada no país que associa a política ao universo masculino – visão acolhida inclusive por muitas eleitoras, que não votam em mulheres), um fator organizacional (as instituições políticas, como partidos, não têm suas estruturas em funcionamento cotidiano desenhado para acolher mulheres) e um fator relacionado às regras eleitorais.
Sem estrutura
Sobre a estrutura dos partidos, o professor da Faculdade de Comunicação da UFJF aponta inclusive a dinâmica das convenções, quando são definidos os nomes dos candidatos que vão disputar os postos eletivos: quantas convenções partidárias garantem creches para os filhos das convencionais?. Na sua avaliação, muitas chapas são montadas com mulheres cuja função é apenas preencher a cota, mas não disputar as vagas para valer. Por conta disso, ele entende que, em situações complexas, é necessário travar a luta em várias frentes.
Topo da lista
De acordo com Paulo Roberto, em vários lugares do mundo adotam-se regras que induzem a uma mudança de cenário. Citou o exemplo da Argentina, onde a lei eleitoral determinou em 1993 que as mulheres deveriam estar na lista em posições elegíveis. Naquele ano, na primeira eleição depois da adoção das novas regras, o número de mulheres no Parlamento saltou de 4% para quase 22%. Nas eleições de 2001, já eram quase 31%. Num cenário de extrema desigualdade, é preciso instituir regras proativas que estimulem o sistema a corrigir essas distorções.
Homenagens
Em eventos distintos – um em Belo Horizonte e outro em Juiz de Fora -, policiais civis e militares foram homenageados na última terça-feira. Na Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Sargento Rodrigues (PDT), policiais civis da 6ª Delegacia receberam congratulações durante reunião extraordinária da Comissão de Segurança Pública do Legislativo Estadual. A razão foi a prisão de três homens e uma mulher envolvidos com o tráfico de drogas na região.
Homenagens II
Em Juiz de Fora, o comandante da 4ª Região de Polícia Militar, coronel Ronaldo Nazareth, e a tropa de Juiz de Fora receberam moções de aplauso, por iniciativa do vereador João do Joaninho (DEM), que ressaltou a importância da PM para o município. A homenagem é justa e demonstra que a PM exerce um trabalho de qualidade em Juiz de Fora. Os índices de violência estão caindo, o que comprova a eficiência da corporação, ressaltou. O comandante também receberá, no dia 26, a comenda João Gomes, da Prefeitura de Santos Dumont.
