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Coluna 10 07:00:00-07-2013

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VOLTA AO COMEÇO

Está indo para o ralo a fusão do PMN com o PPS. De acordo com a Agência Estado de São Paulo, a secretária nacional do PMN, Telma Ribeiro, vai convocar os integrantes do partido para um congresso no dia 28 de julho com o objetivo de desfazer o acordo firmado em abril deste ano. O novo partido foi batizado de Mobilização Democrática (MD) e vinha usando o número 33, que era do PMN. Segundo Telma Ribeiro, houve um retardamento injustificado por parte do PPS para formalizar a união e, nesse intervalo, de cerca de dois meses, se afloraram as diferenças das duas legendas. Ela citou, por exemplo, que uma das motivações do PMN para se unir com o PPS era a possibilidade de fortalecimento das bases nos estados e municípios, com a vinda de vereadores, novas lideranças e também pessoas que não necessariamente tivessem mandatos. O PPS, ao contrário, segundo ela, privilegia o fortalecimento da cúpula e a adesão de deputados.

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Novo plano

Se o acordo for desfeito, o vereador Isauro Calais terá que rever seus planos. Com um pé dentro do PMDB, ele esperava apenas a formalização da fusão para mudar de legenda. Ele, no entanto, não é o único a rever suas possibilidades. Sem espaço no PSDB, que praticamente já definiu o senador Aécio Neves como seu candidato, o ex-ministro José Serra estava de namoro com a futura sigla, a fim de ser o nome indicado para disputar a Presidência. Serra voltou a pensar na Presidência após seu nome aparecer bem situado nas pesquisas nacionais – à frente de Aécio.

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Teste na rua

A reboque das manifestações, os sindicatos terão amanhã o seu grande teste. Quando o povo foi às ruas, entidades de classe e partidos foram rejeitados, numa demonstração de insatisfação coletiva. Agora, para mostrar sua importância nos atos coletivos, os sindicalistas e legendas fazem a paralisação nacional. Se a greve conseguir adesões expressivas, abre-se um cenário a ser seguido daqui por diante até as eleições. Caso contrário, todos terão que rever suas estratégias ante a rejeição coletiva que ainda prevalece e, como também, mostram pesquisas.

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Apreensão

A proposta do Governo federal obrigando os médicos formados a cumprirem dois anos de trabalho para o SUS antes de ingressarem no mercado ainda vai dar muito o que falar. A categoria rejeita a ideia, por entender que está se criando um cenário de confronto. Político por mandato e médico por vocação, o vereador Antônio Aguiar (PMDB) considera o projeto inadequado, pois a solução poderia ser encontrada em discussões com a categoria e por outros caminhos. Ele entende ser importante, por exemplo, a regulamentação da carreira do médico.

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Vai acatar

Segundo o vereador, desta forma, não haveria nem planos de saúde, pois todos estariam trabalhando nos hospitais, observou. A decisão também causou apreensões no mundo acadêmico. Na Universidade Federal de Juiz de Fora, o discurso é de esperar o que vai ocorrer. Ontem, ao participar do programa Rádio Vivo, da Rádio Solar AM, o reitor Henrique Duque admitiu que a decisão cria um novo cenário, mas observou que, em sendo uma instituição pública federal, terá que cumprir as orientações de Brasília.

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