Confirmando as previsões, a gravação da conversa do senador Flávio Bolsonaro (PL) com o banqueiro Daniel Vorcaro – na qual ele pede recursos para a conclusão do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgada pelo site Intercept – refletiu na opinião pública. De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, Lula (PT) tem 10 pontos percentuais de vantagem no cenário estimulado de primeiro turno. Se a eleição fosse hoje, ele teria 39% das intenções de voto, e Flávio ficaria com 29%. Os candidatos Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3%, enquanto o ex-governador Romeu Zema (Novo) estacionou na casa dos 2%, o mesmo percentual do deputado Aécio Neves (PSDB), cujo nome foi inserido pela primeira vez na pesquisa. Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registraram 1%. Já os candidatos Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não pontuaram. Entre os entrevistados, 10% se consideram indecisos, enquanto 9% estão no campo voto em branco, nulo ou não vão votar.
Lula lidera também na disputa de segundo turno
A pesquisa Genial/Quaest também simulou o desempenho dos candidatos mais votados em segundo turno. Lula aparece na liderança com 6 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (44% a 38%). De acordo com o pesquisador Felipe Nunes, outros nomes da direita não conseguem melhorar o seu desempenho contra Lula a ponto de serem mais competitivos do que Flávio Bolsonaro. O ex-governador Romeu Zema teve uma oscilação negativa neste último mês e está a 10 pontos de Lula. Já Ronaldo Caiado mantém a distância de 10 pontos contra Lula, mas sua performance é considerada estável. Quem tem melhorado seu desempenho na simulação de 2º turno é Renan Santos, que chegou a 31%, seu melhor resultado na série histórica, mas ainda aparece menos competitivo do que Flávio. No quesito rejeição, Lula viu seu índice oscilar positivamente 1 ponto, enquanto Flávio, por sua vez, viu sua rejeição oscilar negativamente 2 pontos.
Aprovação do governo tem tímida melhora
A pesquisa Genial/Quaest captou uma variação positiva mínima na aprovação do governo. A desaprovação está em 48% e a aprovação em 47%. “Essa melhora no cenário para o presidente Lula tem três explicações complementares: primeiro, os efeitos da isenção do imposto de renda continuam a aumentar, mesmo que marginalmente. Segundo, o novo Desenrola já fez cair o % de brasileiros que se diziam com muitas dívidas (de 28% para 23%), enquanto foi para 30% o percentual de quem diz que não tem mais dívidas”. E, terceiro, a circulação de notícias positivas sobre o governo Lula continua aumentando.destaca Felipe Nunes.

