Ícone do site Tribuna de Minas

Coluna 10 07:00:00-06-2012

PUBLICIDADE

CANDIDATOS DO CONGRESSO

A partir do dia 30 de junho – quando termina o prazo das convenções – não será apenas o julgamento do mensalão o motivo de atenção no Congresso. A questão central será a eleição de outubro, uma vez que nada menos do que 110 parlamentares são pré-candidatos a prefeito. Isso significa 18,5% dos 594 parlamentares. Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), trata-se de um grupo de congressistas de 19 partidos que, a menos que suas legendas mudem os planos, serão registrados como candidatos à corrida pelas prefeituras de 74 municípios em todo o país. Desses 110, apenas quatro são senadores: Inácio Arruda (PCdoB-CE), que pretende disputar a Prefeitura de Fortaleza; Humberto Costa (PT-PE), indicado pelo diretório nacional para disputar a Prefeitura de Recife; Cícero Lucena (PSDB-PB), candidato à Prefeitura de João Pessoa, e Jayme Campos (DEM-MT), possível candidato a prefeito de Várzea Grande. O senador Renan Calheiros, do PMDB, pode surpreender e se apresentar como candidato à prefeitura de Maceió, mas ele ainda não se definiu.

PUBLICIDADE

Mais deputados

Na Câmara Federal, a situação é bem diversa, pois serão 106 deputados que deverão ir às urnas de outubro. Dos representantes titulares na Câmara, o PSDB é o partido com maior número de pré-candidatos, com 17 parlamentares, seguido do PMDB, que terá 15 deputados pleiteando o mandato de prefeito. O PT não programou a coincidência, mas terá 13 deputados – número do partido – na disputa. Em seguida, aparecem o DEM e o PSD, com 10 postulantes; PR, com 8; PSB, com 6; PDT, 5; PP, 4; PCdoB, PTB e PRB, com 3; PV, PPS e PSC, com 2 e PMN, PTdoB, PTC e PRP, com 1.

PUBLICIDADE

Escaldado

O Partido dos Trabalhadores (PT) define neste domingo, em Belo Horizonte, quem será o candidato a vice na chapa encabeçada pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB), que vai tentar a reeleição. Por enquanto, quase meia dúzia de postulantes formam a intricada lista, mas o próprio prefeito entrou no circuito para articular um nome que não vá lhe causar problemas no futuro. Há motivos para preocupação. O atual vice, Roberto Carvalho, tornou-se desafeto de Marcio e virou um ponto de resistência à sua administração. Até o fim, Carvalho lutou pela candidatura própria para enfrentar o prefeito.

PUBLICIDADE

Não saíram

No feriado de 7 de junho, terminou mais um prazo de desincompatibilização, mas não houve mudança de cenários. No Partido dos Trabalhadores (PT), o sociólogo Martvs das Chagas, um dos nomes cotados para vice de Margarida Salomão numa eventual chapa pura, continua em Brasília. Na Prefeitura, também citado como um possível vice do prefeito Custódio Mattos, o secretário de Administração, Vítor Valverde, do PDT, não se moveu. O mesmo vale para o engenheiro Cláudio Horta, que se mantém na presidência da Cesama. Nenhum dos três, agora, pode ser candidato em outubro.

PUBLICIDADE

Por outro lado

O Partido da Renovação do Trabalhismo Brasileiro (PRTB) marcou sua convenção para o dia 30 – último dia previsto pela legislação eleitoral -, quando estará formalizando sua lista de candidatos à Câmara. A novidade, porém, estará no lançamento do ex-sindicalista Paulo Avezani como alternativa a vice-prefeito na chapa do PT, encabeçada pela professora Margarida Salomão. De acordo com o presidente do PRTB, Sávio Damato, o partido fará ato público para oficializar a indicação. Em princípio, o partido só abre espaço se o PMDB resolver optar pela coligação em vez da candidatura própria.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile