Na edição de hoje, a Tribuna traz uma análise sobre os gastos de campanha e a votação dos candidatos a deputado federal e estadual por Juiz de Fora. Olhando apenas os números, uma coisa fica clara: apesar de não se tratar de nenhuma novidade, quem gasta mais tem mais chances de ganhar. O poderio financeiro, contudo, parece não falar tão alto para um tipo específico de candidato: os evangélicos. Em uma tendência que se observa em outras partes do país, os candidatos evangélicos parecem ter um poder maior de inserção com recursos menores. Prova disso é o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), que teve o voto mais barato da futura legislatura federal, angariando um voto para cada R$ 0,37 gasto.
Fenômeno local
Via de regra, o cenário macro costuma se refletir em um recorte mais detalhado. Além de montanhas, a fé parece mover também parte do eleitorado. Assim como aconteceu com Feliciano, entre os parlamentares eleitos por Juiz de Fora, o voto mais barato foi o de um candidato evangélico. Alavancado pela abrangência do apóstolo Valdemiro Santiago e da Igreja Mundial do Poder de Deus, o Missionário Márcio Santiago (PTB) teve uma relação custo/voto de pouco mais de R$ 1. O que mais chamou a atenção sobre o deputado estadual eleito, todavia, foi o poder de ramificação de sua candidatura. Santiago obteve ao menos um voto em 97% do território mineiro e foi lembrado em 830 das 853 cidades do estado.
