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Coluna 09 07:00:00-11-2013

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APOIO A PESTANA

O deputado Marcus Pestana, que recebe o título de cidadão honorário de Belo Horizonte nesta segunda-feira – o que, para muitos, é um ato em defesa de sua pré-candidatura a governador -, recebeu ontem o apoio de 120 prefeitos e 450 lideranças em ato realizado na Associação Médica de Belo Horizonte. Havia representantes de 200 cidades, o que significa 25% dos municípios mineiros. Depois do discurso de 13 prefeitos das mais diversas regiões e do secretário de Saúde, Antônio Jorge Marques, o deputado, em seu pronunciamento, lembrou que há a necessidade de se levar em conta dois fatores. O primeiro é a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República, como projeto prioritário. O segundo, que todos se vacinassem contra intrigas próprias do período pré-eleitoral. Segundo o deputado, bastante emocionado, a unidade partidária é fundamental para o avanço do projeto de alianças.

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Pelo novo

Nos bastidores, o evento foi visto como uma advertência ao próprio Aécio, para que considere que não faz sentido o lançamento de uma candidatura desvinculada dos novos tempos. Os críticos do ex-ministro Pimenta da Veiga, nome com grande circulação na mídia da capital, observam que ele está afastado da política mineira há muito tempo, enquanto um novo público tornou-se protagonista nas ruas e, especialmente, nas redes sociais. No discurso de ir para frente, o PSDB precisaria de um candidato que representasse novidade.

Efeito Lula

Esses observadores usam como exemplo um adversário histórico: o ex-presidente Lula. A contragosto de segmentos mais tradicionais do Partido dos Trabalhadores, ele fez duas apostas voltadas para o novo. Primeiro, quando indicou o ex-ministro Fernando Haddad para disputar a Prefeitura de São Paulo e ganhou. Agora, quando seu candidato ao Governo, a despeito de quadros como Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O PSDB, dizem esses interlocutores, precisa fazer o mesmo, sob o risco de envelhecer.

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Alianças

Pestana tem evitado o discurso de chapa pura, no qual o quadro praticamente estaria fechado com o deputado Dinis Pinheiro como vice e o governador Antonio Anastasia disputando o Senado. Segundo interlocutores, o momento é de abrir conversações com todas as alianças, definindo a chapa completa só no ano que vem, pois há sempre o risco de o quadro mudar ante circunstâncias nacionais. Bater o martelo agora e desfazer acordos depois teria um preço muito alto. Por isso, melhor esperar.

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Sintonia fina

O prefeito Bruno Siqueira e vereadores participaram ontem de um almoço cujo prato principal foram questões em tramitação na Câmara e matérias à espera de sanção do Executivo. Convidados pelo chefe do Executivo, os parlamentares apresentaram várias demandas, mas também ouviram propostas do prefeito, que dependem de aprovação do Legislativo. O encontro já teve outras etapas em café da manhã e reuniões no período da tarde. Desta vez, no Green Hill, as partes entenderam ser a mesa de almoço o espaço ideal para discussões.

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