Ícone do site Tribuna de Minas

Coluna 09 07:00:00-10-2012

PUBLICIDADE

PRIMEIRAS CONVERSAS

Poucos tocam no assunto, mas, tão logo a Justiça Eleitoral proclamou os resultados das eleições de domingo, com a definição dos dois finalistas, começaram as articulações para o segundo turno. Não há muito tempo. Embora todas as discussões tenham sido informais, é certo que a semana será dedicada a encontros que irão além da fronteira juiz-forana, podendo ocorrer em Belo Horizonte. O prefeito Custódio Mattos, já na primeira entrevista após o resultado, cumprimentou os finalistas Bruno Siqueira e Margarida Salomão, mas avisou que seu apoio no segundo turno só será definido após conversar com o governador Antonio Anastasia e com o senador Aécio Neves. A questão, porém, é que Anastasia estava de viagem marcada para ontem à noite, devendo ficar alguns dias fora do país. Outra questão em pauta é a presença de lideranças nacionais nos palanques de Margarida e de Bruno. Embora PT e PMDB sejam aliados em Brasília, agora é cada um por si. Mas há quem entenda, por outro lado, que, não querendo desgastes, nenhum dos dois comandos nacionais queira participar do embate local, salvo em São Paulo, mas lá estão na mesma trincheira.

PUBLICIDADE

Mais vagas

O PSDB elegeu o maior número de prefeitos em Minas Gerais, segundo dados apontados pelo TRE. Foram 142 prefeituras, correspondendo a 16,7% do total das administrações municipais do estado. Em segundo, ficou o PMDB, que ganhou em 117 prefeituras (13,7%, seguido do Partido dos Trabalhadores, que conquistou 114 prefeituras). Os tucanos também fizeram o maior número de vereadores. Foram 229 cadeiras contra 218 do PMDB. O Partido dos Trabalhadores também seguiu a mesma ordem ao eleger 191 vereadores.

Candidatos

Um levantamento apresentado ontem pela Associação Mineira de Municípios (AMM) indicou que, dos 853 municípios, quase 80% deles terão novos prefeitos a partir de janeiro de 2013. Essa análise leva em consideração os dados levantados pela AMM com relação aos atuais chefes de Executivo e também os resultados finais do pleito apresentados pelo TRE. De acordo com os dados, 46% dos atuais prefeitos – 392 – não poderiam se candidatar à reeleição, visto que já se encontravam no segundo mandato. Entre os 56% habilitados, 22% desistiram de um segundo mandato. Dos que disputaram, 50% foram reeleitos.

PUBLICIDADE

Para 2014

O prefeito reeleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, está mantendo a regra de não falar sobre o seu futuro político. Durante toda a campanha, evitou dizer que iria cumprir o mandato integralmente, por entender – ao contrário de José Serra, que passou parte da campanha paulistana se explicando – que esse tipo de assunto não deve ser tratado com antecedência. Seguindo a máxima do ex-presidente da Arena, Francelino Pereira, de que o futuro a Deus pertence, ele não admite nem nega que seja um potencial candidato ao governo, com o apoio de Aécio Neves.

PUBLICIDADE

Sem reeleição

O tema ganha espaço por conta da impossibilidade de reeleição do governador Antonio Anastasia e do projeto presidencial de Aécio Neves. Como prefeito da maior cidade mineira, Lacerda é candidato natural, mas há discussões que precisam ainda ser afinadas. O presidente de seu partido, governador Eduardo Campos, também está na lista dos cotados a enfrentar Dilma Rousseff em 2014. Se isso ocorrer, em que palanque subiria? Entre os tucanos, porém, há a aposta de que o nome preferido de Aécio é do presidente do diretório estadual, Marcus Pestana. Este evita comentários.

Sair da versão mobile