A audiência em que Adelio Bispo de Oliveira foi ouvido é uma etapa processual condenada pelo candidato Jair Bolsonaro. Horas antes de ser esfaqueado, quando falava a empresários durante um almoço que reuniu cerca de 500 pessoas, ele foi enfático. “Temos que botar um ponto final na invenção do Conselho Nacional de Justiça conhecida como audiência de custódia. Qual a diferença entre furto, roubo e latrocínio? É o momento. Vai querer prender alguém só depois de ele ter praticado um latrocínio; por que não prende quando furta? Falar que não há vaga na cadeia não justifica. Problema de quem comete o crime.” Internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o candidato do PSL deverá utilizar as redes sociais para manter seus pronunciamentos. Os médicos consideram que ele terá que ficar em repouso por pelo menos dez dias.
Munição guardada
As eleições ainda não chegaram às ruas, e as pessoas, em boa parte do país, se mostram apáticas e descrentes quando provocadas a falar sobre política. Essa é a leitura dos atores envolvidos na campanha e estudiosos que admitem que, até meados do mês, esse cenário vai mudar. Pelo menos é o que espera o jornalista Marcelo Pimentel, que já atuou em vários pleitos fazendo a gestão do marketing político. Ele aposta que toda a munição financeira e estrutural de partidos e candidatos está guardada para os últimos 15 dias de campanha. Neste período, segundo ele, o alvo também está bem definido: eleitores indecisos e até mesmo descrentes com a perspectiva de melhora na gestão pública.
Irracionalidade
Marcelo Pimentel é professor da Universidade de Taubaté, em São Paulo. Na eleição de 2016, dirigiu a equipe que elegeu o candidato Hildon Chaves, PSDB, prefeito de Porto Velho, em Rondônia, depois de iniciar a disputa com apenas 3% das intenções de voto. O especialista em marketing político ainda faz um alerta sobre as próximas semanas, que antecedem a eleição de 7 de outubro: “Neste momento, a maior parte das pessoas tem demonstrado um sentimento quase irracional na escolha do voto. Resta saber se, até as urnas, essa tendência se manterá ou se teremos uma surpresa, que possa reverter esse quadro”, concluiu.
Sem nova data
Foi adiado sine die o julgamento do processo em que o vereador Rodrigo Mattos (PHS) é réu por ter mudado de partido num período em que essa prerrogativa era de deputados ou de filiados que tivessem sofrido algum tipo de cerceamento dentro de suas próprias legendas. A ação é movida pelo ex-vereador José Laerte sob o argumento de o vereador ter cometido infidelidade partidária. A matéria estava na pauta do dia 6, mas um pedido de vistas impediu o seu julgamento.
Colaboração de Ricardo Ribeiro
