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Coluna 09 07:00:00-04-2013

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CENÁRIOS POLÍTICOS

A articulação dos candidatos do Governo e da oposição com vistas às eleições de 2013 é um fenômeno que não surpreende, pois é no ano anterior que se preparam as alianças e decidem-se os nomes – mesmo antes das convenções – que serão levados aos eleitores. O cientista político Raul Magalhães considera que as pesquisas feitas pelos dois principais institutos do país, Ibope e Datafolha, são emblemáticas sobre o cenário que se apresenta. Em termos de hoje, a presidente Dilma é imbatível, só perdendo para ela própria. Se ela não errar, até pelo efeito inércia ‘reeleitoral’, na qual o eleitor prefere o que está dando algum resultado a arriscar outro que é uma incógnita, a fatura parece liquidada com muita antecedência, e teremos uma eleição com gente pensando em 2018. Para o professor, o estilo discreto da presidente também contribui para reduzir a margem de erro. O problema seria uma grave crise econômica, mas mesmo isso torna a aposta num novo candidato duvidosa. Ele acha difícil eleitores fora de Minas apostarem em Aécio para reverter o quadro ou em Eduardo Campos, que tem uma posição ambígua, por ser base do Governo e, ao mesmo tempo, desafiador, que vai ser cobrado posteriormente por isso.

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Boa notícia

Enquanto as pesquisas soam como música para o Governo, os números, no entendimento do cientista político Raul Magalhães, são má notícia para os demais adversários. Ele acha que Eduardo Campos está apenas ensaiando para tentar suceder Dilma, uma tese de Lula, enquanto outros nomes devem sair de cena, como o ex-governador José Serra, com uma rejeição que passa dos 50%, sendo, pois, carta fora do baralho. Raul acha que o primeiro passo de Aécio é ultrapassar Marina Silva, e o segundo, levar a disputa para o segundo turno. O que já seria um fato importante.

Dilema político

Avaliando com mais detalhe a situação do senador Aécio Neves, o professor Raul Magalhães aponta alguns dilemas que, certamente, farão parte de sua agenda. Especulou até mesmo a possibilidade de uma volta a Minas, para impedir a primeira vitória do PT no estado, mas aí teria o problema de perder o timing presidencial e correr o risco de uma campanha que não vai, sequer, arranhar o favoritismo do PT. Por outro lado, Raul suspeita que uma parte do PSDB paulista quer Aécio enfrentando Dilma para perder, o que reforçaria uma nova tentativa do governador Geraldo Alckmin em 2018.

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Data certa

O prefeito Bruno Siqueira, embora não tenha abordado diretamente o assunto, apresentou ontem aos jornalistas – durante coletiva de seus cem dias de Governo – uma preocupação semelhante à do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad: a surpresa com contratos firmados na gestão anterior. Nada pessoal, mas ele também entende que estes deveriam ser firmados com vencimentos três meses antes da mudança de governo ou três meses depois da posse do sucessor. Desta forma, por exemplo, não teria sido surpreendido com o corte de telefone, cujo contrato venceu em outubro de 2012.

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Só em 2014

O deputado Júlio Delgado depende apenas da publicação do edital para assumir o comando da comissão provisória do PSB em Minas Gerais, na vaga de Walfrido Mares Guia, que vai se engajar no projeto de reeleição da presidente Dilma. Ontem, em Juiz de Fora, o parlamentar enfatizou que o partido só vai tratar da campanha de 2014 em 2014, repetindo o discurso do governador Eduardo Campos, que questiona o açodamento dos demais candidatos. Júlio lembrou que as relações com o governador Anastasia continuarão as mesmas, com o partido ocupando duas secretarias do Governo.

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