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Mulheres pedem respeito

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Mais do que uma data de resistência e de luta por igualdade de direitos, o Dia Internacional da Mulher também se tornou uma data de conscientização política. Como não podia ser diferente, as mobilizações fizeram palco em Juiz de Fora, onde um grande ato reunindo coletivos e lideranças feministas foi realizado na Praça da Estação, entre o fim da tarde e o início da noite. As redes sociais também ecoaram as pautas específicas das mulheres e foram utilizadas pelas três parlamentares com domicílio eleitoral na cidade de maneiras distintas. A deputada federal Margarida Salomão (PT) fez várias postagens de tom politizado. Em uma delas, considerou que as suspeitas envolvendo supostas candidaturas laranjas de mulheres por parte do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, “além de ser um caso de desvio de recursos públicos”, reforçam vieses machistas. “As mulheres são reduzidas a candidaturas de fachada ou roubadas em sua cota do fundo eleitoral.” Já a deputada Sheila Oliveira (PSL) seguiu pelo caminho da emoção. “Toda mulher é um mundo. E dentro de cada uma de nós há espaço para ternura e garra. E também força para conquistar tudo aquilo que a gente sonha”, postou. A vereadora Ana Rossignoli (MDB), por sua vez, reforçou o discurso da ex-colega de Câmara e ressaltou que “o maior presente que uma mulher quer receber é o respeito”.

Homenagens

Na próxima terça-feira (13), coletivos femininos voltam a homenagear 25 mulheres reconhecidas por suas lutas em diversos segmentos juiz-foranos, com a outorga da Medalha Rosa Cabinda. Entre as agraciadas estarão nomes como os da jornalista Érica Salazar; das cantoras Alessandra Crispim e Dionysia Moreira; e da superintendente de ensino de Minas Gerais, Fernanda Moura. A honraria leva o nome de uma mulher que lutou por sua liberdade, após ter sido escrava do engenheiro alemão Henrique Guilherme Fernando Halfeld, responsável por construir a Estrada do Paraibuna, que ligaria Minas Gerais ao Rio de Janeiro. Com a Lei do Ventre Livre, em 1871, Cabinda tentou comprar sua carta de alforria, pleito que lhe foi negado. Ela só alcançou sua emancipação em 1873, após discussões no âmbito judicial. A solenidade acontece na Câmara Municipal.

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Homenagens II

Já no dia 28, será a vez do próprio Poder Legislativo juiz-forano prestar homenagens a mulheres de destaque da sociedade juiz-forana, por meio da cessão da Menção Honrosa Vereadora Vera Faria. Ao todo, 19 personagens serão agraciadas. Entre aquelas que receberão a honraria estão nomes como as promotoras de Justiça Ana Léia Salomão e Ribeiro e Ângela Gravina; a modelo Júlia Horta; a fundadora da ONG Mão Amiga, Maria Aparecida da Silva; a empresária Norma Souza Gomes; a líder comunitária Suely Gervásio; e a presidente da Fundação Maria Mãe, Vanessa Farnezzi. A menção será entregue no Palácio Barbosa Lima.

Marielle Franco

Uma das mulheres bastante lembradas nos atos do Dia Internacional da Mulher em Juiz de Fora foi Marielle Franco. Ex-vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, ela foi brutalmente executada em março do ano passado na capital fluminense, em crime que ainda carece de solução por parte das autoridades. Para cobrar respostas, o diretório municipal do PSOL iniciou convocações para uma mobilização a ser realizada na próxima quinta-feira (14), na Rua Halfeld. “O dia 14 de março é um dia de dor, reflexão e luta. Nesta data, completa-se um ano em que Marielle Franco foi brutalmente assassinada em um crime político. Crime pelo qual estamos lutando para encontrar respostas e justiça. Por isso, este dia precisa ser marcado por resistência e ações que lembrem o quanto Marielle foi importante para a política, as mulheres, a periferia e os direitos humanos no país”, afirma publicação feita pela legenda nas redes sociais.

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