Ícone do site Tribuna de Minas

Veto e pressa

PUBLICIDADE

O governo cometeu um erro de avaliação ao manter na ordem do dia, ontem, a votação dos vetos da pauta-bomba quando não havia necessidade de votar a matéria esta semana. O resultado foi um novo desgaste, uma vez que não houve quórum nem terça-feira e nem na quarta-feira, a despeito de a base aliada ter ganhado mais espaço nos ministérios. A avaliação é da deputada Margarida Salomão (PT), ao considerar que as ausências não são resultado da resistência, e sim da própria agenda dos deputados. Com ministros tomando posse e votações em comissões, os parlamentares tiveram que atuar em várias frentes, e nem todos foram ao plenário. Ela lembrou também um dado regimental que o Planalto deveria ter levado em conta: não votar o veto é o mesmo que mantê-lo. Por isso, não havia necessidade de tanta pressa. Agora, com a mudança na articulação, que retornou ao PT por meio do ministro Jacques Wagner, ela acredita que o andamento das matérias terá um novo ritmo no Congresso.

Sair da versão mobile