DE OLHO NOS NÚMEROS
A próxima etapa das pesquisas, que devem ir a campo na semana que vem, será definidora para algumas campanhas, porque captarão o impacto da propaganda política no rádio e na televisão, o que não ocorreu nos levantamentos anteriores. Com a corrida às urnas entrando na reta final, os comitês entendem que a definição é agora. Quem não deslanchar após quase um mês de propaganda terá sérias dificuldades para reverter o jogo na última quinzena. Por isso, mais do que nos números de preferência, os analistas estarão de olho nos votos consolidados, mais bem percebidos na pesquisa espontânea. É fato que as principais legendas fazem acompanhamento diário – tracking -, mas entendem que as pesquisas institucionais geram mais impacto, por conta do consumo público.
Vale tudo
Salvo no horário eleitoral, nos quais a produção é quase sempre gerenciada pela equipe do candidato a prefeito, no vale tudo das ruas, boa parte dos candidatos a vereador escondeu o nome do candidato a prefeito de sua coligação. Nada pessoal, mas, num quadro em que cada um fica mais por si do que por todos, muitos entendem que colocar o nome do candidato a prefeito afasta eleitores de outras legendas. A maioria leva em conta que pouco pesa estar com esse ou aquele postulante majoritário, já que o eleitor, em boa parte, vota por causa do nome, sem se incomodar com o viés ideológico.
Tudo na véspera
Em véspera de feriado esticado, o movimento nas ruas é sempre intenso. Ontem, por volta de 15h, o trânsito praticamente parou na Avenida Rio Branco, causando uma retenção que chegava à altura do trevo do Bom Pastor. Muitos engarrafamentos ocorrem sem explicações, e esse foi mais um. Nas lojas, o movimento também cresceu por conta do pagamento de início de mês, mas o comércio não gosta de feriados prolongados, pois sabe que eles matam principalmente o sábado. Com o tempo firme, em vez de ir às compras, o consumidor opta pelas praias e piscinas.
Repasse em baixa
Enquanto a União comemora lembrando que nunca tantos repasses foram feitos para os municípios, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) tem uma leitura inversa. As sistemáticas desonerações praticadas pelo Governo federal e a fraca atividade econômica estão impactando diretamente as receitas das prefeituras. A CNM aponta uma queda de R$ 9 bilhões nos repasses recebidos este ano. Essa redução, enfatiza o estudo apresentado nesta semana, se deve à queda da atividade econômica, que representa R$ 6,9 bilhões, mais R$ 1,5 bilhão da redução do IPI e R$ 595 milhões ligados à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).
IBGE ajuda
A situação dos municípios mineiros especificamente também foi alvo de estudos, desta vez, da Associação Mineira, que levou em conta até mesmo o aumento da população. Com base em dados do IBGE, que apontaram o aumento populacional nos 5.561 municípios, no período 2011/2012, houve impacto direto em alguns municípios mineiros. Segundo a Associação, vários municípios sentirão esse aumento diretamente, mas de forma positiva, no Fundo de Participação, já que o número de habitantes, além de incidir no repasse, também é um dos parâmetros usados pelo Tribunal de Contas da União para calcular o recurso.
