Pré-candidatura
O prefeito Bruno Siqueira, que não precisa se desincompatibilizar para disputar a reeleição, lançará sua pré-candidatura a mais um mandato no dia 16, às 10h, na sede da Escola de Samba Turunas do Riachuelo. O evento deve ocorrer, no entanto, sem a definição do vice, uma vez que o PSDB, principal aliado e a quem, em princípio, caberá a indicação do companheiro de chapa do prefeito, ainda não fez a sua convenção. Os tucanos participam de diversas conversas para definir, primeiro, as chapas que vão tentar vagas na Câmara Municipal, deixando a indicação do vice para a etapa final, embora já haja nomes em pauta, como o do coronel da reserva Ronaldo Nazareth, que comandou a 4ª Região de Polícia Militar. Ele, no entanto, não é a única opção. A definição deve ser, inclusive, compartilhada com o prefeito.
Prestar contas
Bruno já tem basicamente definidas as linhas de seu discurso. Fará uma prestação de contas de seu mandato, apontando as obras realizadas em sua gestão e as que estão em curso; os esforços do Governo para manter as contas em dia, e deve destacar o pagamento sem atraso ou parcelamento do funcionalismo público; os projetos de saneamento básico, como a despoluição do Paraibuna e a interligação da Represa de Chapéu D’Uvas com o sistema da Cesama, e a transparência, que deu ao município o primeiro lugar. Um grupo de trabalho já trabalha no plano de Governo para os próximos quatro anos, por considerar que 80% do atual já foram cumpridos.
Ordem de cima
Os próximos dois dias serão de consolidação de alguns entendimentos, mas somente nas convenções é que será possível dizer quem está com quem no processo de alianças, pois, pelas novas regras eleitorais, os participantes da coligação proporcional terão, necessariamente, que apoiar o mesmo candidato majoritário, isto é, a prefeito. Esse é um dos pontos que tem emperrado conversações, por não haver consenso sobre a chapa majoritária. O que está claro nas discussões, principalmente entre as legendas de menor porte, é a influência do comando estadual, que dá as ordens direto de Belo Horizonte.
Virada em BH
Temendo a repetição do que ocorreu em São Paulo, quando a Virada Cultural se transformou num evento político, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), proibiu que os artistas da Virada de BH façam manifestações políticas, sob pena de multa e interrupção da apresentação. Em nota, a Prefeitura disse que a medida está prevista na cláusula de contrato, que veta “antes, durante e depois da apresentação” qualquer manifestação de cunho político-partidário. Também está vedada a exposição de placas, cartazes ou faixas de viés político. Nem camisa com tal teor será permitido. O argumento são as restrições previstas pela legislação eleitoral, por ser ano de eleições.
