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Painel 06-09-16

Efeito colateral

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O rompimento do PMDB com o Partido dos Trabalhadores, que culminou com a cassação do mandato da ex-presidente Dilma Rousseff e a ascensão do vice, Michel Temer, à chefia do Governo, pode não ter se esgotado na instância federal. Embora considerem que a relação ainda é boa, o governador Fernando Pimentel (PT) e seu vice, Antônio Andrade (PMDB), já estão se estranhando. Em recente visita ao Senado, onde também foi trabalhar pelo impeachment da presidente, Toninho (como é conhecido) disse ao site “Congresso em Foco” que “o PT vai querer que o Brasil não dê certo, e nós não”, numa clara alusão de que a situação não é a mesma de dois anos atrás, quando a aliança venceu a eleição em Minas. “Não pode haver mágoas entre PT e PMDB depois do impeachment, até porque nós somos base de apoio ao Governo (Pimentel). O que esperamos é que o PT faça como nós e aposte na retomada do crescimento econômico e na geração de empregos”, diz Andrade.

 

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Lados opostos

Na mesma entrevista, o vice-governador não deu garantias de que em Minas a situação será diferente. “Nós trabalhamos para esta união em Minas, mas se ela vai durar para sempre ou não vai depender do PT”, destacou. Na disputa em vários municípios, a começar por Juiz de Fora, os dois partidos estão em palanques diferentes no primeiro turno. O PMDB de Andrade aposta na candidatura à reeleição do prefeito Bruno Siqueira, enquanto o PT, de Fernando Pimentel, investe no projeto da deputada Margarida Salomão. Os próximos dias serão emblemáticos para a relação.

 

Entrevistas

A candidata Margarida Salomão (PT) é a entrevistada de hoje, às 10h30, nos estúdios da CBN, dentro da série de sabatinas que a emissora e a Tribuna estarão realizando até o dia 22. No dia 29, como já foi combinado com os representantes de todos os candidatos, será realizado um debate, no Independência Trade Center, encerrando, também, a campanha eleitoral. Os temas analisados nas entrevistas e seus desdobramentos serão publicados na edição do dia seguinte, como já ocorreu com a representante do PSOL, Maria Ângela, a primeira a ser ouvida.

 

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Na Justiça

O avanço da campanha eleitoral não ocupa apenas os eleitores. Os partidos travam nos bastidores duelos na Justiça por conta da propaganda eleitoral e seus desdobramentos. Ontem, as emissoras de rádio, de televisão e os jornais foram notificados para retirarem do ar ou de suas páginas a campanha institucional da construtora que tem o empresário Wilson da Rezato como um de seus sócios. O pedido, acolhido pelo juiz Paulo Tristão, foi formulado pela coligação “A mudança está em suas mãos”, encabeçada pelo candidato Lafayette Andrada. O argumento é de que o anúncio era uma extensão da propaganda do candidato do PSB. Cabe recurso.

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