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Coluna 06 06:00:00-05-2012

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ACERTOS FINAIS

As lideranças políticas começam a definir suas estratégias para as eleições e a fechar suas chapas de candidatos à Prefeitura e à Câmara, uma vez que as convenções devem ocorrer já na primeira quinzena do mês que vem. Como muitos entendimentos têm que ser concluídos antes, a fim de acomodarem as listas – no caso de coligações ,- a semana deve ser marcada por diversos eventos. Além disso, é preciso definir o cenário de candidatos majoritários. O ex-prefeito Alberto Bejani, como foi revelado pelo Painel, disse que até o dia 15 deve bater o martelo, mas deu pistas de que não será candidato. A situação que mais chama a atenção, no entanto, está no PMDB. O deputado Bruno Siqueira já se lançou pré-candidato, mas ainda não recebeu o aval do ex-prefeito Tarcísio Delgado, a principal liderança da legenda em Juiz de Fora. Tarcísio tem feito advertências, boa parte delas pelo seu blog na internet, mas ainda não bateu o martelo. Ele estaria dividido entre a fidelidade partidária, que o levaria a apoiar Bruno, e ao lado pessoal, endossando a candidatura de seu filho, deputado Júlio Delgado. Pelas especulações, porém, ele não descarta, sequer, a possibilidade de apoiar uma outra candidatur, sugerindo uma aliança na qual o PMDB abrisse mão da cabeça de chapa.

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Falta o vice

No Partido dos Trabalhadores (PT), a candidatura da ex-reitora da UFJF Margarida Salomão é um projeto consolidado, mas as atenções se voltam para a indicação do vice. Seria avaliada uma chapa pura ou está aberta a porta para uma aliança com outras legendas? Com tempo suficiente no horário eleitoral, o PT, provavelmente, só abriria mão de indicar o vice se a aliança fosse com um partido do porte do PMDB, repetindo a aliança nacional. Se ela não se consolidar, a discussão deve se voltar para o público interno num cenário em que vários nomes estariam aptos a se apresentar.

Catálogo

A Câmara Municipal lança na próxima quarta-feira o Catálogo de Leis dos Idosos, elaborado pela Comissão Permanente do Idoso. Trata-se de um documento indicando as leis que beneficiam os idosos, com o objetivo de esclarecer a população. No ano passado, a comissão avaliou 44 leis voltadas para a terceira idade e que estavam em vigor desde 1949. Os vereadores e integrantes externos do grupo de trabalho concluíram que 13 delas precisariam ser revistas ou revogadas, pois caíram em desuso. Outras foram consideradas ineficientes, e outras tantas não estão sendo cumpridas.

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Índices da CNM

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou na sexta-feira a quinta edição do estudo Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão dos Municípios Brasileiros. Ele indica quais as prefeituras que se destacaram durante o ano, a partir da análise de dados das prestações de contas. Os melhores lugares foram conquistados por municípios de pequeno porte, nos quais as demandas são bem menores, mas é possível, no entanto, verificar itens como investimentos. De acordo com os dados, o desempenho social e de gestão das prefeituras brasileiras teve queda em relação ao ano anterior.

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Crise influiu

A CNM levou em conta duas hipóteses: a lenta e gradual recuperação da crise econômica mundial e o segundo ano de mandato. Na dimensão fiscal, um aumento registrado representa melhora na arrecadação própria ao longo dos anos, reflexo positivo na administração dos recursos e melhora na provisão de serviços. Na estimativa geral, a cidade de Bom Jardim, em Santa Catarina, foi a mais bem colocada, seguida de Caseiros, no Rio Grande do Sul. No ranking geral, Minas não emplacou nenhuma prefeitura. No quesito fiscal, só aparece a mineira São Sebastião do Oeste.

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