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Coluna 06 07:00:00-04-2011

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JOGO POLÍTICO

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Na sua reunião de segunda-feira, a primeira do mês, o diretório municipal do PMDB, mesmo sem tratar de nomes, começou a esboçar as primeiras discussões sobre a sucessão municipal. O discurso da candidatura própria prevaleceu, mas seria ingenuidade apostar que será uma decisão fácil de ser tomada. Embora o ex-prefeito Tarcísio Delgado tenha dito que ainda não pensou no assunto, alguns de seus seguidores resistem ao projeto, sobretudo se ele for encabeçado pelo deputado Bruno Siqueira. Recentemente, o parlamentar conversou com o ex-prefeito, mas obteve desse apenas a garantia de que ele (Tarcísio) não é candidato, enquanto seus aliados jogam com uma possível aliança com o Partido dos Trabalhadores. Os defensores da candidatura própria, e que apostam em Bruno, entendem que não há mais espaço ficar como vice por duas razões: a primeira, em função de a Executiva Estadual defender a cabeça de chapa nos principais municípios; segundo, por causa dos problemas para a chapa de candidatos a vereador quando se vai para a campanha sem uma âncora, no caso, a candidatura a prefeito.

Classificação

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Durante a audiência pública sobre a BR-040, na Associação Comercial, acabou entrando na pauta a questão dos aeroportos da região. Aproveitando a presença dos deputados, foi-lhes pedido apoio para a cessão de um caminhão do Corpo de Bombeiros para ficar exclusivamente no Serrinha. Essa, aliás, é uma das condições para a mudança de classificação do aeroporto, como lembraram dirigentes da Azul Linhas Aéreas durante almoço com empresários. Sem isso, seus aviões não virão para Juiz de Fora.

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Desfiliou-se

O ex-prefeito Alberto Bejani entregou ontem a sua carta de desfiliação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), legenda pela qual chegou à Prefeitura no seu segundo mandato. Ele não antecipou seus rumos políticos, mas, ao contrário de dois anos atrás, quando se previa sua aposentadoria política, já não esconde a possibilidade de voltar à disputa em 2012, principalmente se não houver impedimentos jurídicos pela frente. A Lei da Ficha Limpa só contempla atos cometidos após sua sanção.

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Novo tom

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O senador Aécio Neves (PSDB), líder da oposição, faz hoje o seu primeiro discurso oficial. O evento tem tons emblemáticos, pois servirá tanto para o público externo, quanto para o interno. Em relação aos adversários, ele vai criticar a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa por achá-lo desnecessário, e vai bater duro em ações governistas. Traçará o que classificou de linhas gerais dos rumos da oposição. Por outro lado, terá um olhar para os aliados, especialmente o DEM.

Fogo amigo

Ao criticar o PSB do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, Aécio faz um afago nos Democratas, de onde saiu a nova legenda, mas sua preocupação principal é com o fogo amigo. Os serristas estariam dizendo que ele fará uma oposição light, não tendo, pois, perfil para disputar as eleições presidenciais de 2014. Ao levantar o tom, o ex-governador de Minas estará sinalizando que a crítica não procede. A luta interna no PSDB levou à proposta de criação de um conselho gestor para pacificar os ânimos.

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