Ícone do site Tribuna de Minas

Coluna 05 07:00:00-04-2011

PUBLICIDADE

ESTRADAS DE MINAS

PUBLICIDADE

A liberação de recursos da ordem de R$ 350 milhões para melhoria das rodovias federais de Minas Gerais – estado com a maior malha viária do país -, especialmente a BR-381, chamada de rodovia da morte, e da BR-040, que também tem índices preocupantes de acidente, será o tema central da audiência pública que a Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas da Assembleia realiza hoje em Juiz de Fora, às 10h, na Associação Comercial. Autor do pedido, o deputado Bruno Siqueira observa que a cidade precisa ser informada do que será feito no trecho até Belo Horizonte por se tratar da principal ligação com a capital mineira. As reclamações recorrentes, de acordo com um levantamento prévio feito pela assessoria do parlamentar, são a qualidade da pista e, sobretudo, o intenso fluxo de caminhões das mineradoras, além do alto índice de acidentes.

Viu de perto

PUBLICIDADE

Por duas vezes, em ocasiões distintas, repórteres da Tribuna percorreram o trecho de 260 quilômetros entre as duas cidades e fizeram constatações idênticas. O volume de caminhões das mineradoras – entre Belo Horizonte e Lafaiete – já foi constatado pela própria comissão, cujos membros viram de perto essa demanda. Mas o jornal foi além e mostrou que os cinco viadutos instalados no perímetro de Santos Dumont estão vencidos pelo tempo. São em curva e de mão dupla, tornando-se um risco permanente.

PUBLICIDADE

Sucessão

A sucessão, que em Juiz de Fora ainda se encontra no estágio das especulações, já anda solta em Belo Horizonte. Ontem, partidos da oposição, liderados pelo PT e pelo PMDB, decidiram montar um protocolo de ações comuns entre os partidos – PT, PMDB, PCdoB e PRB – visando a estabelecer uma linguagem única na preparação para as eleições do ano que vem. O documento sinaliza dois pontos de identidade das legendas: apoio à presidente Dilma Rousseff e oposição programática ao Governo tucano mineiro.

PUBLICIDADE

É no plenário

PUBLICIDADE

Aprovar em comissão é uma coisa, no plenário a conversa é outra. Esse é o nó górdio da reforma política que está nas comissões especiais da Câmara e do Senado Federal. Já foram aprovados o fim da reeleição, a lista fechada e o fim das coligações proporcionais, entre outros. Mas essas mudanças passam pelo plenário, onde o quadro é outro e os interesses, diversos? Para o cientista político da UFJF Paulo Roberto Figueira, a situação não é tão simples. Produzir consenso no plenário é sempre mais difícil.

Em silêncio

Ele aponta os interesses que são múltiplos, inclusive dentro das próprias legendas. Com frequência, pode haver posições contraditórias entre os membros da bancada. Para o professor, o risco de não haver avanços existe, mas tudo vai depender do grau de compromisso do Governo em bancar o apoio a algumas dessas medidas. Se a presidente Dilma efetivamente se empenhar, é possível que a força do Governo faça uma determinada posição prevalecer, mas até agora o Governo não disse que posições defende.

Sair da versão mobile