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Somente amanhã será possível ter a primeira prévia real do cenário de candidatos a prefeito e vereador, pois termina o prazo de registro na Justiça Eleitoral, mas, mesmo assim, não serão dados definitivos, pois é a partir do registro que se abrem os prazos de impugnação. Políticos insatisfeitos ou entidades podem recorrer à Justiça Eleitoral, questionando alguns nomes. Há cerca de 15 dias, o Painel revelou que uma entidade representativa estava pronta para ir a juízo questionar a eventual candidatura do ex-prefeito Alberto Bejani, seja para prefeito, seja para vereador, pois estaria apenas esperando o seu registro na Justiça Eleitoral para se manifestar. Bejani foi homologado na convenção do PSL no último fim de semana, mas o prazo para todos os partidos vence somente no quinto dia após o registro, isto é, amanhã. Só a partir daí, e até o dia 13, será possível impugnar candidaturas. Bejani, no entanto, já se adiantou e disse que espera que o Ministério Público peça sua impugnação com base na Lei da Ficha Limpa. No seu entendimento, ela, por ser de 2010, não tem efeitos sobre atos cometidos em 2008.
Independente
O ex-prefeito Alberto Bejani (PSL) não vai apoiar nenhum dos candidatos à Prefeitura de Juiz de Fora. Seu propósito é passar distante do processo sucessório majoritário. Se quisesse participar, seria candidato a prefeito. Sua decisão foi comunicada ao comando estadual do seu partido, que deve anunciar apoio a um dos concorrentes. Bejani segue como candidato a vereador pelo PSL e, assim como os outros, deve ter seu pedido de registro protocolado na Justiça Eleitoral na quinta-feira, como deve ocorrer com as demais legendas.
Patrus
Em Belo Horizonte, falta apenas o referendo do vice-prefeito Roberto Carvalho (PSB) para o ex-ministro Patrus Ananias concorrer à Prefeitura. A indicação de Patrus foi feita ontem pela executiva nacional, com aprovação da presidente Dilma e do ex-presidente Lula. Roberto Carvalho é amigo de longa data de Patrus e é hoje oficialmente o candidato do PT ao Executivo. O vice-prefeito foi registrado no TRE na segunda, após o rompimento do PT com o PSB. Em Juiz de Fora, apesar de apoiar Margarida Salomão, Júlio Delgado (PSB) vê, no afastamento dos petistas na capital, a oportunidade de libertação de seu partido para lançar voo solo em 2014.
Mais vereadores
Um levantamento apresentado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) apontou que, nas eleições deste ano, os 5.563 municípios vão eleger 5.070 vereadores novos em relação às eleições de 2008, quando foram eleitos 51.748. Esse aumento é resultado das mudanças efetuadas em diversos municípios, quando foi dada prerrogativa às câmaras de aumentar sua representação. Em Juiz de Fora, a atual legislatura preferiu manter os mesmos 19, embora pudesse, por conta do Colégio Eleitoral, elevar o número de vagas para 21 membros. 2.153 municípios poderiam mudar sua composição.
Nem todos
Como Juiz de Fora, outros municípios também não mexeram na composição de seus legislativos. De acordo com a pesquisa da CNM, se todos eles tivessem elevado suas bancadas, com base nos dados populacionais do IBGE, em vez dos 5.070 novos vereadores, seriam criadas mais 8.036 vagas. Um dos entraves foi o viés financeiro. As câmaras que aumentaram suas cadeiras não tiveram o direito de ampliar seus recursos. A legislação foi clara nesse aspecto: os repasses seriam os mesmos. Com isso, aumentar o número de vereadores tornou-se um mau negócio.
