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Coluna 03 07:00:00-11-2013

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DISPUTA INTERNA

Mineiro de nascimento, mas com negócios em São Paulo, onde é vice-presidente da poderosa Federação das Indústrias (Fiesp), o empresário Josué Gomes da Silva desembarca amanhã em Belo Horizonte para o seu primeiro contato direto com os colegas do PMDB. Filiado sob as bênçãos do ex-presidente Lula e com o aval do vice-presidente Michel Temer, chega para disputar um posto majoritário nas eleições do ano que vem, que tanto pode ser para governador, vice ou senador. Só com essa condição ele resolveu se filiar, pois, até então, era arredio à política, a despeito de seu pai ter sido vice-presidente da República. A ação de Josué em Minas Gerais, como lembra o jornalista da capital Orion Teixeira em seu blog, vai depender de articulações que ainda estão em curso. Seria ele um nome para disputar a sucessão de Anastasia ou para compor com o ministro Fernando Pimentel, do PT, e ser seu vice? Se for a primeira opção, o primeiro obstáculo está dentro da própria legenda e se chama Clésio Andrade. O senador tem andado por Minas – já veio a Juiz de Fora – pedindo adesão ao projeto da candidatura própria, tendo seu nome como cabeça de chapa. Se Josué pretende ser vice, tem que convencer o PMDB a abrir mão de seu projeto de nome próprio.

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Estradas

Entre uma ação política e outra, o senador Clésio Andrade também dá tratos à bola à frente da Confederação Nacional dos Transportes. Ele divulgou uma pesquisa apontando a situação das rodovias brasileiras. No estado geral, elas pioraram no último ano. De acordo com pesquisa elaborada pela CNT, 63,8% da extensão avaliada apresentam alguma deficiência no pavimento, na sinalização ou na geometria da via. Em 2012, o índice havia sido de 62,7%. Também aumentaram os pontos críticos, passando de 221 para 250. São regiões com graves riscos à segurança dos usuários.

Está pensando

O presidente da Emcasa, o ex-vereador Luiz Carlos, segundo um de seus assessores e estrategista político, está pensando seriamente em disputar uma cadeira na Câmara Federal, mas, primeiro, precisa resolver questões familiares, já que seu irmão, Wilson Batista, é deputado estadual e pretende tentar a reeleição. Seu otimismo se deve, sobretudo, às ações que vem adotando na empresa, consideradas por sua equipe como um sucesso, já que várias demandas da administração passada estariam sendo resolvidas, sobretudo no programa Minha casa, minha vida.

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Financiamento

A aprovação de propostas como o fim da reeleição, que acabou emperrando as próximas votações, e até mesmo o voto facultativo, pela Comissão Especial da Reforma Política, pode ser considerada um avanço, mas o ponto central ainda não entrou na agenda definitiva da Câmara Federal. Para o cientista político Paulo Roberto Figueira, qualquer reforma que não passe por controlar ou diminuir o peso do poder econômico nas campanhas será menos relevante do que poderia ser se tratasse disso. Para ele, o financiamento deveria ser a fonte principal de todas as discussões que estão ocorrendo.

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Transformador

Professor da Faculdade de Comunicação da UFJF, Paulo Roberto Figueira lembra que todas as grandes crises políticas das últimas décadas envolvem sobras de campanha, caixa dois, financiamento ilegal e relações promíscuas entre governantes e financiadores. Por isso, ele considera fundamental a adoção de regras que diminuíssem o peso do dinheiro nas campanhas, seja pela adoção do financiamento público, seja por meio de impedimento de doação por empresas. Isso sim – enfatiza – seria transformador.

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