SÓ UMA OBRA
Juiz de Fora entrou no discurso do senador Alfredo Nascimento (PR). Duas semanas depois de ter deixado o Ministério dos Transportes e voltado para o Legislativo, ele ocupou ontem a tribuna para prestar o que considera esclarecimentos à opinião público. Segundo ele, apesar das críticas, em momento algum transigiu com a corrupção, mandando apurar denúncias. Mas estas é que não aconteceram. Jamais deixei de determinar investigações, afirma. Segundo ele, a única denúncia que recebeu em todos os anos que foi ministro foi sobre a obra na única BR-340 (sic), em Minas Gerais, e que encaminhou o pedido do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) para averiguar o que acontecia. Ele se referia à BR-440, que, segundo o deputado do PSB, produziu a quilometragem mais cara do país, pois, em pouco mais de quatro quilômetros, foram gastos cerca de R$ 60 milhões. As obras estão paradas por ordem do Tribunal de Contas.
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Dia para esquecer. Embora tenha lançado o plano de incentivo à industrialização, a presidente Dilma recebeu duas notícias ruins para o seu Governo. A primeira foi a oposição ter conseguido apoio de 27 senadores para instalar a CPI da Corrupção, com o objetivo de investigar irregularidades no Ministério dos Transportes e em outras pastas. A segunda, a decisão de os senadores do PR deixarem o bloco do Governo depois da faxina feita pela presidente. O partido cobra o mesmo tratamento dado a outras legendas.
Audiências
Já está definido o calendário de audiências públicas de agosto. A primeira delas será no dia 17, a pedido do petista Wanderson Castelar, para discutir o primeiro projeto de lei de iniciativa popular, denominado Pró-Bairros, cuja elaboração começou em 2005, quando lideranças comunitárias vinculadas à União Juiz-forana de Associações Comunitárias de Bairros e Distritos colheram 12.110 assinaturas. No dia 18, será a vez de serem debatidas a adequação e a implementação do piso salarial nacional do magistério municipal, a pedido de Roberto Cupolillo (PT).
Condenação
O promotor Paulo Cesar Ramalho deve pedir cópia da sentença em que a juíza Ana Maria Lamoglia Jabour, da Fazenda Pública, condenou o ex-prefeito Alberto Bejani e 11 ex-secretários a devolverem aos cofres públicos parte dos salários recebidos entre 2005 e 2008, para instruir eventual ação de improbidade no uso do dinheiro público. Ele, no entanto, não atuou na demanda que decidiu a restituição, mesmo contra recomendação do MP. Quem opinou pela improcedência da ação popular foi a promotora Ana Léa Salomão.
Drogas, não
O governador Antonio Anastasia lançou ontem em Belo Horizonte mais uma campanha de combate às drogas. Em parceria com entidades da sociedade civil, a Aliança pela Vida vai ampliar ações existentes e implantará novas medidas de enfrentamento aos problemas relacionados ao consumo e abuso de álcool e outras drogas, sobretudo do crack. Entre as medidas estão o atendimento aos usuários, dependentes de drogas e seus familiares e a capacitação de profissionais de saúde e assistência social e do sistema de defesa.
