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Coluna 02 07:00:00-11-2012

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RENOVAÇÃO INTERNA

O mês de novembro, já passado o calor das eleições, inclusive do segundo turno, deverá ser marcado por discussões internas nas principais legendas, entre elas o Partido dos Trabalhadores e o PSDB. O primeiro, que chegou pela segunda vez ao segundo turno das eleições municipais, deverá avaliar o desempenho de lideranças na segunda rodada e o novo cenário que se forma, agora com a professora Margarida Salomão assumindo uma cadeira na Câmara Federal. Embora não haja questões formais, na etapa final, a candidata se viu sem apoio da cúpula nacional, que fez várias promessas, inclusive de recursos, e não teve em seu palanque alguns dos militantes históricos. No PSDB, o impasse é mais agudo, pois há clara insatisfação com a atual direção do diretório municipal. O deputado Marcus Pestana, que até então vinha se mantendo discreto, não esconde que é preciso que haja mudanças e sugeriu seu próprio distanciamento e do prefeito Custódio Mattos dos debates para facilitar o entendimento. Um grupo, no entanto, acha cedo para abrir tal discussão, julgando que ainda há muita mágoa envolvida, preferindo deixar para dezembro. Outro considera dezembro um mês de demandas próprias, e deixar para janeiro é perder muito tempo.

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Gatilho eleitoral

O cientista político Paulo Roberto Figueira explica que derrotas eleitorais costumam ser gatilhos para o processo de rediscussão interna nos partidos. Por isso, admite que esse fato possa ocorrer nas siglas de Juiz de Fora, mas lembra que a situação de Margarida Salomão e a de Custódio Mattos são distintas. Enquanto o peessedebista não chegou ao segundo turno – apesar do capital político de quem ocupa o poder -, fazendo 60 mil votos no primeiro turno, a petista teve 120 mil votos no segundo turno, ou seja, o dobro, e está prestes a assumir mandato na Câmara dos Deputados.

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Só férias

Antes mesmo de a exoneração do secretário de Administração, Vítor Valverde, ser publicada nos Atos do Governo – versão eletrônica -, a Prefeitura avisou a alguns interlocutores que não se tratava de qualquer tipo de retaliação em função do resultado das eleições, nas quais ele atuou como coordenador-geral da candidatura de reeleição do prefeito Custódio Mattos. Com férias acumuladas,Vítor ficará fora do cargo até o dia 17 de dezembro, quando volta para fechar o ciclo. Para o ano que vem, ele tem planos de um período sabático e de estudos no exterior, provavelmente em Londres.

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Na torcida

O prefeito eleito, Bruno Siqueira, passou o dia em reuniões e deve mesmo anunciar na segunda-feira os nomes de sua equipe de transição. Ele retornou ontem a Juiz de Fora, depois de ter assistido ao jogo entre Atlético Mineiro e Flamengo, no Estádio Independência. Convidado por amigos deputados, alguns deles atleticanos inflamados, ficou na torcida do Galo de Belo Horizonte, embora seu coração bata mesmo pelo Vasco. Bruno disse que gostou do espetáculo e elogiou as instalações do estádio, pronto para ser a arena dos times da capital até a conclusão do Mineirão.

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Vendas baixas

O comércio, como já era previsto, teve bom movimento ontem, véspera de feriado, mas também admite que as vendas de sábado devem ficar abaixo de outros fins de semana, já que muita gente saiu da cidade, aproveitando o período prolongado de folga. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Vandir Domingos, tem um discurso recorrente a esse respeito, enfatizando que o excessivo número de feriados, sobretudo os de longa duração, compromete o balanço final dos empresários, já que, além do dia parado, nos demais, as vendas são precárias.

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