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Coluna 02 07:00:00-04-2013

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ARRANJOS POLÍTICOS

A sucessão começa a provocar reações nos estados por conta das composições que devem ser feitas. De um lado, candidatos a governador que mesclam aliados do Governo federal e da oposição, como é o caso dos tucanos de Minas, que elegeram um representante do PSB à Prefeitura de Belo Horizonte e agora assistem à pressão que ele sofre para fechar com o governador Eduardo Campos, presidente do diretório nacional e virtual postulante à cadeira de Dilma Rousseff. Marcio Lacerda, do PSB, não esconde a dívida que tem com o senador tucano Aécio Neves, que o elegeu duas vezes. O PSB o quer, também, como candidato ao Governo de Minas, mas o prefeito já disse que só topa se houver composição entre Aécio e Campos. Caso contrário, passa a bola para o deputado Júlio Delgado, que vive situação quase semelhante, pois também é ligado ao senador mineiro e ao governador. O deputado juiz-forano deve, primeiro, assumir a presidência do diretório estadual na vaga de Walfrido Mares Guia, que vai de mala e tudo para o palanque de Dilma Rousseff.

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Com Pimentel

Na reunião de hoje, às 16h, em Brasília, com o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, o prefeito Bruno Siqueira espera estar acompanhado dos três deputados eleitos por Juiz de Fora: Margarida Salomão (PT), Marcus Pestana (PSDB) e Júlio Delgado (PSB). Margarida já havia confirmado presença. Na pauta, as obras viárias de Juiz de Fora e sua inserção no Programa de Aceleração do Crescimento. Na sua recente visita à cidade, o ministro disse ao prefeito que o procurasse em Brasília para tratar do assunto, pois iria tomar a frente das articulações no Governo.

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Verba certa

Bruno vai levar os projetos e espera que, com a inserção no PAC 2, a cidade ganhe mais recursos, uma vez que, por iniciativa dos deputados, com reforço do senador Clésio Andrade, já estão reservados no orçamento cerca de R$ 55 milhões. Mas a Lei de Meios é apenas uma previsão, dependendo de liberação da área econômica, que tem sistematicamente contingenciado verbas. No PAC a situação é diferente. Se as obras foram inseridas no programa, a liberação é certa. Desta forma, o dinheiro das emendas pode servir para outros projetos viários da cidade.

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Dentro e fora

O que se diz nos corredores da política é que o PSC dá uma no cravo e outra na ferradura. Externamente tem dito que vai reunir o grupo para discutir a situação do deputado Marco Feliciano, que tem causado embaraços na Comissão de Direitos Humanos. Internamente, porém, a ideia é mantê-lo na presidência, pois a legenda nunca teve tanta visibilidade. Além disso, o número de adeptos à sua igreja tem aumentado. Nas eleições de 2010, o deputado obteve 210 mil votos. Se aguentar o tranco, as apostas são de que vai dobrar a sua votação.

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Nova data

Atendendo a pedido do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações, a Câmara adiou para o dia 2 de maio a audiência pública, prevista para amanhã, que trataria dos callcenters em Juiz de Fora, requerida pela vereadora Ana Rossignolli (PDT) em parceria com os vereadores Roberto Cupolillo (PT), André Mariano (PMDB), José Márcio (PV), Jucelio Maria (PSB) e Luiz Otávio (Pardal – PTC). Os vereadores têm sido sistematicamente procurados por trabalhadores com reclamações sobre as condições de trabalho em tais empresas.

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