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Coluna 01 07:00:00-07-2011

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DISCURSO ÚNICO

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Lideranças do PMDB mineiro saíram da reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, e o presidente em exercício do diretório nacional, Valdir Raupp, com o discurso afinado, admitindo que as divergências, sobretudo entre os deputados Newton Cardoso e Antônio Andrade, foram superadas. A candidatura própria foi a tônica. A minha orientação é de que o partido tenha candidaturas próprias em todos os municípios no pleito de 2012 em Minas Gerais. Mas a definição dessa medida ficará sob a responsabilidade dos diretórios regionais, afirmou Raupp, esclarecendo que tem percorrido o país disseminando essa proposta. O presidente da legenda também destacou que as alianças entre PMDB e os demais partidos poderão ocorrer, principalmente naqueles municípios onde as coligações já existem. Temer estava preocupado com os conflitos entre os dois líderes que poderiam comprometer o projeto de poder da legenda. O ex-prefeito Tarcísio Delgado, que já foi líder do partido na Câmara, mesmo sendo o único sem mandato, foi chamado. Ele tem sido consultado com frequência pelo vice-presidente da República sobre o partido em Minas.

Catarse tucana

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O evento de comemoração dos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique não pode ser classificado como político, pois havia atores de outras legendas, a começar pelo presidente da Câmara, o petista Marco Maia, que até discursaram. A melhor expressão é catarse, uma vez que o próprio PSDB fez um velado mea culpa de seu silêncio, quando, sobretudo nas campanhas de 2002, 2006 e 2010, o legado de Fernando Henrique foi literalmente ignorado por José Serra e Geraldo Alckmin na campanha presidencial.

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Reconstrução

Em vez de apresentarem seus projetos e mostrarem a relevância dos oito anos de FH, viraram-se para o futuro e perderam as eleições. Para o deputado Marcus Pestana, o evento foi o início da reconstrução de Fernando Henrique. Saímos de alma lavada, pois há um reconhecimento além do espaço partidário ao trabalho que ele desenvolveu. FH discursou e adotou o tom conciliador, inclusive com a presidente Dilma, a quem, de novo, agradeceu por uma correspondência amável no dia de seu aniversário.

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Na oposição

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A rusga antiga entre a Câmara e a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) – que havia até esfriado um pouco, pelo menos em plenário – voltou à tona ontem no Palácio Barbosa Lima depois de o vereador José Emanuel (PSC) reclamar de uma notificação a um morador do Bairro Santo Antônio determinando que ele retirasse, num prazo de dois dias, a cestinha de metal colocada na calçada para depositar sacos de lixo e não deixá-los no chão. O prefeito não está precisando de oposição, não. O secretariado já faz esse papel.

Divergência

A crítica provocou divergência na bancada do PSC, já que o líder do Governo, Noraldino Júnior, contrariou o companheiro de legenda e cumpriu sua tarefa de defender o Executivo. Segundo ele, como a cestinha em questão está pregada no muro, pode realmente obstruir a calçada e provocar acidentes com deficientes visuais. Como as reclamações a respeito da SAU não pararam por aí, ele declarou que os parlamentares que tiverem questões pontuais sobre notificações podem repassá-las que ele as encaminhará à PJF.

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