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É preciso paciência

Por Renato Salles

26/07/2019 às 06h30 - Atualizada 25/07/2019 às 19h25

Dos cinco clubes brasileiros que fizeram o primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores até a última quarta, o Flamengo foi quem teve o resultado mais complicado. Em noite pouco inspirada, os cariocas foram derrotados por 2 a 0 pelo Emelec e têm a dura missão de vencer os equatorianos por três gols no confronto de volta, no Maracanã, para seguirem vivos na competição – caso devolva o placar de 2 a 0, o Rubro-Negro levará seu sonho de consumo para a marca da cal.

A missão, de fato, não é das mais fáceis, mas está longe de ser impossível. Para além da camisa, da história e do poderio financeiro de seu elenco, um fator deve pesar a favor do Fla: a fragilidade do adversário. Apesar de ter aplicado 2 a 0 nos cariocas, o Emelec não apresentou um bom futebol em Guayaquil e garantiu o bom resultado muito por conta da apatia do oponente e a sorte em duas raras investidas no ataque.

Se em campo não encanta, o adversário do Flamengo na Libertadores também não tem uma camisa que assuste. Nas últimas dez edições da Libertadores, o Emelec esteve em nove e foi eliminado na primeira fase da competição em cinco oportunidades – no ano passado, foi o lanterna do Grupo D, somando apenas um ponto.

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Em três vezes, caiu nas oitavas – duas delas para brasileiros – o Corinthians, em 2012; e o Fluminense, em 2013. Só uma vez, em 2015, avançou às quartas, eliminando o Atlético Nacional da Colômbia nas oitavas, para, em seguida, cair diante do Tigres, do México.

Se a fragilidade do Emelec pode ser trunfo para o Flamengo virar um resultado adverso e seguir na Libertadores, por outro lado há também fatores que pesam contra os rubro-negros. Um deles, certamente, é a impaciência. Torrando grana para montar elencos milionários nas últimas temporadas, o clube carioca ainda carece de um título de peso para chancelar seu novo planejamento e momento financeiro, mas tem batido na trave, ao menos, desde 2016.

A cada tropeço e eliminação, aumenta a pressão dentro do grupo e nas arquibancadas. A caça às bruxas permanente fomenta o fato de o time não ter ainda uma cara e a constante – e prejudicial – troca de comando técnico. É preciso dar tempo e sequência aos trabalhos para colher sucesso. Fora isto, não adianta sacrificar Abel ou pegar Jesus para Cristo.

Renato Salles

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