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70% x 30%

Por Renato Salles

22/11/2019 às 07h08 - Atualizada 22/11/2019 às 07h20

A primeira vez na vida em que me recordo de ter acompanhado com atenção à Copa Libertadores foi no já longínquo ano de 1991. Então atual campeão brasileiro, meu Corinthians caiu diante do Boca Juniors, de Batistuta, nas oitavas de final. O mesmo Boca que eliminou o Flamengo nas quartas de final, mas caiu diante do campeão Colo Colo na fase seguinte. E lá se vão 28 anos…

De lá para cá, vi vários times brasileiros ascenderem na competição continental. Foram várias as conquistas: São Paulo (1992, 1993 e 2005); Grêmio (1995 e 2017); Vasco (1998); Palmeiras (1999); Internacional (2006 e 2010); Santos (2011); Corinthians (2012… ufa!); e Atlético-MG em 2013. Foram 12 conquistas em 27 anos, com grandes times que, em alguns casos – São Paulo, Inter e Corinthians – sagraram-se campeões mundiais.

De todas os brasileiros campeões da Libertadores neste hiato, é bastante difícil destacar qual seria o melhor time. Com grande respeito às opiniões diversas, destacaria o São Paulo de Telê; o Vasco de Juninho; o Palmeiras de Felipão; o Santos de Neymar; e o Corinthians de Tite, campeão invicto do certame internacional. Todas estas equipes muito fortes no aspecto técnico, tático e emocional.

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Mas o fato é que, ao menos na minha memória, nenhuma equipe chegou à decisão em um clima tão favorável como o Flamengo chega para a final deste sábado contra o River Plate. Não faço comparações se os rubro-negros são melhores que os times citados anteriormente, pois há vários fatores a serem considerados, principalmente, o lapso temporal. Penso que toda comparação que não leve em consideração o contexto é equivocado. Mas, em termos de momento e confiança, o Fla se destaca.

Nunca imaginei que um diria que um time brasileiro entraria como franco favorito contra um gigante da Argentina, como o River Plate e o Boca. Porém, de fato, apesar de o River ter um belo time, muito competitivo, ser o atual campeão e chegar à decisão após suplantar seu maior rival, o Flamengo tem mais time, tem a plena confiança disto e a segurança de buscar intermitentemente a vitória.

Assim, eu dividiria as chances de título em 70% para os brasileiros e 30% para os hermanos. Prevalecendo a lógica, a taça vai para o Rio com as bênçãos de Jesus. Contudo, o jogo ainda precisa ser jogado e, como já disse por vezes, não há campeão de véspera.

Renato Salles

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