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Fio de esperança

Por Renato Salles

12/11/2021 às 07h00 - Atualizada 11/11/2021 às 19h01

Assim como 2020, o ano de 2021 não está sendo fácil, como diria o refrão da música famosa. Longe disso, aliás. Apesar de um breve refresco nos indicadores da pandemia, a situação é digna de alerta e de luto pela perda de tantas e tantas vidas. Temos muito pouco a comemorar. Quase nada, na verdade.

Nestes momentos de dificuldade, sempre me apeguei ao esporte como válvula de esporte. Ali, extravaso. Vou do inferno ao céu nos 90 minutos de uma partida de futebol. Nem isso tenho tido nos últimos anos, porém. Meu Corinthians vive um baita inferno astral. E o Tupi… melhor deixar para lá.

Posso dizer que os poucos momentos de alegrias esportivas que vivi nesse pesado período de pandemia foram experimentados nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, disputados em 2021. Pelo fuso, confesso que vi muito menos das Olimpíadas do que gostaria. Mas, o pouco que assisti foi o suficiente para alimentar certa esperança de dias melhores e uma nova normalidade, de fato.

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O fato é que as coisas seguem tão ocorridas e tão estranhas, que já nem lembrava os bons momentos dos recentes dos Jogos Olímpicos. Alegria e efusividade juntas têm parecido algo muito distante neste momento da humanidade. Felizmente, minha memória acabou refrescada na tarde desta quinta-feira, quando o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) divulgou os nomes indicados para o Prêmio Brasil Olímpico 2021 – Ana Marcela Cunha, Rayssa Leal e Rebeca Andrade entre as mulheres; e Hebert Souza, Isaquias Queiroz e Italo Ferreira, no masculino.

Foi mais do que bacana relembrar tantos que trouxeram tantas alegrias aos brasileiros em um momento de pandemia e de crises financeira, política, institucional e de caráter. Rebeca, Italo, Isaquias, Martine Grael, Kahena Kunze e Ana Marcela, que nos trouxeram o ouro. A nossa Bia Ferreira, prata no boxe. A pequena Rayssa, que marcou seu nome na história com a prata do skate. Outros tantos.

De longe, minha favorita para o prêmio deve ser a mesma da maioria dos brasileiros: a Fadinha. A jovem é a cara de um país que pode dar certo apesar das adversidades. Mas, honestamente, pouco interessa quem ficará com a premiação máxima. O que importa é manter viva na memória estes nomes, capazes de nos lembrar que existe esperança e talento no Brasil, que vão brilhar para além destes tempos difíceis.

Renato Salles

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