Melhor que o Obina

Por Renato Salles

12/01/2018 às 06h00 - Atualizada 11/01/2018 às 18h57

O atacante camaronês Samuel Eto’o parece ser o Anelka ou o Drogba da vez. Aos 36 anos, o veterano ocupa espaço de destaque nos noticiários esportivos Brasil afora. Já teve seu nome especulado em uma possível negociação com Júlio Brant, presidente que não é presidente do latifúndio do Eurico Miranda, o Vasco. Ontem, começaram as especulações de que Eto’o teria vontade de jogar no Brasil e já teria autorizado um empresário a vender seu peixe e tentar amealhar propostas para engordar o pé de meia desse jogador ex-Barcelona, ex-Inter de Milão e ex-Chelsea. É ou não é um baita “caça-clique” em tempos de campeonatos parados, em que torcedores de todas equipes ficam no “F5”, ávidos por alguma novidade?

Honestamente, não levo muita fé que Eto’o desembarque em terras pentacampeãs. Mas também não duvido. Ao contrário do que diz o locutor famoso e ufanista, ainda há muito bobo no futebol. É totalmente possível que um clube brasileiro, em uma arroubo de “marquetingue”, tope pagar um salário astronômico pelo jogador renomado, independentemente do fato do craque ter vivido seu auge entre 2004 e 2009, quando vestiu as cores do Barcelona. A conferir se o camaronês ainda vale o que pesa após duas temporadas no futebol turco. Se for 50% do atleta que foi no passado, pode até fazer sucesso e mostrar que, de fato e de longe, é muito melhor que o Obina.

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Triste mesmo é ver o futebol brasileiro tão à margem dos grandes centros do esporte e sofrer com êxodo de nossas jovens promessas para o Velho Continente, enquanto – ano sim, ano também – os empresários de lá tentam nos vender ídolos do passado em fim de carreira.

Renato Salles

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