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Até segunda ordem

Por Renato Salles

11/02/2022 às 07h00 - Atualizada 10/02/2022 às 19h44

Recentemente, grandes clubes brasileiros se viram em dificuldades para definir uma peça-chave de seus projetos: o nome do treinador. Aliás, dois dos grandes times do futebol nacional na década, o Flamengo e o Atlético-MG, cortaram um dobrado recentemente para buscar um novo técnico. Entre muitas conversas e preces para Jesus, o Galo e Urubu acabaram tirando da cartola dois coelhos pouco conhecidos do torcedor brasileiro: o português Paulo Souza desembarcou no Rio de Janeiro e o argentino Turco Mohamed chegou a Belo Horizonte.

Os gringos chegaram ao Brasil com bons currículos. Paulo Souza já foi campeão na Hungria, em Israel e na Suíça. Mohamed levantou uma Sul-Americana pelo Independiente da Argentina e empilhou taças no México. A despeito do sucesso no passado, o fato é que os treinadores ainda são vistos no Brasil, até o momento, com desconfiança. São tratados como apostas.

Aí está o pulo do gato! Com os sucessos recentes dos portugueses Jorge Jesus, no Flamengo, e de Abel Ferreira, no Palmeiras, técnicos campeões das últimas três edições da Libertadores, todas as apostas de clubes brasileiros parecem voltadas para a contratação de treinadores estrangeiros.

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A bola da vez é o Corinthians, que, desde a demissão de Sylvinho há pouco mais de uma semana, varre o mercado europeu em busca de um português para chamar de seu. Nomes como Vítor Pereira, Paulo Fonseca e Luís Castro já foram especulados. Apesar do pouco conhecimento do torcedor brasileiro sobre estes nomes, todos olhados por seus bons currículos para serem os escolhidos.

O fato é que há um consenso de que as possibilidades de mercado de treinadores brasileiros têm poucas opções unânimes. Veja o caso do Flamengo, por exemplo que apostou em Ceni e Renato Gaúcho em um passado recente, mas não obteve êxito esperado e voltou seus olhos para os gringos novamente.

Não que os treinadores sejam piores e os estrangeiros melhores. Longe disso. A meu ver, ao que parece, o futebol brasileiro segue preso ao paradigma do tetra de 1994, quando foi consagrada a máxima de que 1 a 0 é goleada. Por ora, isso já não serve mais. O ataque, a marcação alta e os portugueses são a aposta da vez. Até segunda ordem.

Renato Salles

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