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A culpa é de quem?

Por Renato Salles

09/08/2019 às 06h30 - Atualizada 08/08/2019 às 19h47

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Ora findada, a passagem de Mano Menezes pelo Cruzeiro teve duração de três anos e resultou em quatro conquistas: dois torneios estaduais e o bicampeonato da Copa do Brasil (2017/2018). Até a derrota para o Inter na última quarta, Mano era o treinador mais longevo entre os que comandam uma equipe da Série A, posto agora ostentado por Renato Gaúcho, comandante do Grêmio desde setembro de 2016.

De fato, a situação de momento de Mano beirava o insustentável. Antes apontado como um dos favoritos em qualquer torneio que disputasse, o Cruzeiro amarga uma sequência de 18 jogos sem vencer. São oito jogos sem balançar as redes adversárias.

Os resultados pífios levaram o treinador a ser vaiado por seu torcedor na última quarta. O repúdio da torcida foi a gota d’água e Mano. Mas será que é ele mesmo o culpado pela crise na Raposa? Pelas falas dos jogadores que deram a cara à tapa após o jogo contra o Inter, em especial a de Robinho, tudo leva a crer que o treinador era o menor dos problemas de um clube que, ao longo do ano, vivenciou problemas financeiros, salários atrasados e se viu exposto em noticiários policiais.

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O caminho escolhido pelo Cruzeiro não é nada original. No Brasil, a culpa sempre foi do treinador. Mas, cabe lembrar que não é mera coincidência que a longevidade de um técnico à frente do mesmo clube sempre seja traduzida em conquistas.

Levantamento feito pelo globoesporte.com mostra que dos oito trabalhos com maior longevidade no futebol brasileiro desde o início da era dos pontos corridos, todos foram campeões: Muricy Ramalho no São Paulo, entre 2006 e 2009; o de Tite no Corinthians (2010-2013); o atual de Renato Gaúcho no Grêmio; e o de Marcelo Oliveira (2012-2015) e Adilson Batista (2007-2010) no próprio Cruzeiro.

Na lista, o destaque vai para Mano Menezes que aparece no rol com três trabalhos: o recém-findado no Cruzeiro; outro no Corinthians, entre 2007 e 2010; e outra passagem pelo Grêmio, entre 2005 e 2007. Será que é mesmo o treinador o culpado pela má fase celeste?

Renato Salles

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