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Enfim, o consenso

Por Renato Salles

03/01/2020 às 06h38 - Atualizada 02/01/2020 às 18h41

Por vezes, tenho certeza de que somos afeitos aos clichês. Principalmente em datas que remetem ao fechamento e à abertura de ciclos. “Já é Ano-Novo na Austrália.” “Já é Natal na Leader.” “Já é aniversário do Bahamas.” Estes são só alguns dos lugares-comuns recorrentes em conversas presenciais e virtuais de tempo em tempo. Para não fugir dos chavões, a primeira coluna do ano será dedicada a uma das perguntas mais frequentes nas mesas de boteco a cada dezembro e a cada janeiro: quem será o time do futebol brasileiro na temporada que se anuncia?

Desde garoto, quando corria atrás de uma bola com os dedões do pé esfacelados nas peladas pelas ladeiras de asfalto do Bairro Santa Terezinha, tal questionamento sempre rendeu pano para a manga. Nunca existiu consenso. Seja pelo histórico equilíbrio do futebol brasileiro, com os chamados grandes alternando bons e maus momentos, seja pelas paixões clubísticas que quase sempre cegavam os debatedores, nunca houve unanimidade ao apontar um único favorito a conquistar títulos antes de a bola rolar para valer em uma temporada.

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Mas parece que o jogo virou. Não há como destacar o Flamengo como grande favorito a tudo aquilo que disputar na temporada 2020. Há vários fatores que facilitam tal consenso. Todos óbvios. Porém cabe destacar a capacidade financeira, o elenco de qualidade acima do padrão nacional e, principalmente, tudo o que o Rubro-Negro mostrou em campo no segundo semestre de 2019, quando levantou o caneco do Brasileirão com a mão nas costas e conquistou uma histórica Taça Libertadores.

Não bastassem os exemplos gritantes, o Flamengo está entre os clubes que melhor se movimentaram no mercado na atual entressafra de partidas. Dois jogadores chegam para somar ao projeto rubro-negro: o atacante Pedro Rocha, que se destacou no Grêmio há algumas temporadas e tem grande potencial para recuperar seu bom futebol em um ambiente organizado, e o zagueiro Gustavo Henrique, que chega do Santos com totais condições de lutar pela titularidade.

O maior mérito dos cariocas, no entanto, está na manutenção do elenco campeão da América. Afiançando as sequências de Jorge Jesus e do já ídolo Gabriel Barbosa, o Fla tem tudo e mais um pouco para seguir papando taças em 2020.

Renato Salles

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