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JF, 170 anos. Muito obrigado!

Por Tribuna

29/05/2020 às 07h00 - Atualizada 28/05/2020 às 17h29

Eu tenho muito que agradecer a Juiz de Fora por ter me acolhido no início dos anos 70 do século passado. À mim e à minha família: meu pai, minha mãe e meu irmão. Pequeno, logo de início, ela me deu escola pública. A Escola Estadual Professor Quesnel. Na Rua Bernardo Mascarenhas, no Bairro Fábrica. Vem à minha mente nome das professoras Maria Célia, Ângela, Nirce e Eni Fellet. Na sequência dos estudos. Subi um pouco o morro. Em 1977, entrava para a Escola Estadual Sebastião Patrus de Souza. O Colégio Estadual. No Bairro Santa Terezinha. Sob a direção disciplinadora e muito competente da professora Maerly Paixão. Aqui lembro em forma de homenagem de alguns professores que estão comigo até o túmulo: Professor Antonio Vidal Campante, de Moral e Cívica; Dona Marlene, de História; de Português, professora Elvira; professor Luiz Lopes; professora Naylê. E o para sempre impagável, magistral professor Augusto Gotardello. O que sei sobre acentuar as palavras devo somente a ele. Passado o tempo, eu tenho muito orgulho dessa história e poder dizer publicamente que o Estadual entregou para a cidade diversas personalidades e autoridades públicas que passaram por lá. Em nome de duas dessas pessoas, Dr.André Stroppa, médico psiquiatra e Dr.Rogério Araújo, Delegado; desejo cumprimentar todos e todas colegas que esquentaram os bancos escolares do Estadual na meninice. Além de escola, joguei muito bola, aos domingos, de manhã, nos campos de várzea da cidade. Saía com café tomado e só voltava prá casa à tarde, para assistir na TV, aos jogos do Flamengo, com meu pai e amigos da Rua General Gomes Carneio, 39/101. Era uma festa só. Vitórias atrás de vitórias. Com Zico e cia. A cidade me deu educação. Me deu oportunidades para estudar. Na direção de buscar mais crescimento pessoal e agora próximo do mundo adulto. Era preciso ter uma profissão. Passei no vestibular da UFJF, no ano de 1979. Cursei Serviço Social. Mais professores e professoras entram para a minha lista de gratidão. Com a permissão de vocês, caros leitores e leitoras, desejo reverenciar e aquecer em homenagem duas dessas inesquecíveis, professoras e amigas nesse período e que estão comigo para sempre. Zeneida Theresinha Delgado, responsável pela minha escolha profissional no trabalho com pessoas idosas em JF. Badinha. Maria das Graças Ferreira Pinto. De grande sensibilidade humana. Pesquisadora e mestre na arte de comunicar e de relacionar com as pessoas, com os alunos. Minha vida estava encaminhada. Graças a Deus. Ao lado das oportunidades de estudar que a cidade me deu, ela me deu também uma família. Um filho e alguns bons amigos e amigas para um papo descontraído e alegre para colorir nossas vidas. Fiz uma historia bonita, com a participação de muita gente, no trabalho de apoio social às pessoas idosa em nossa cidade. Mostramos para a cidade que as pessoas idosas existem. E que merecem respeito e atenção pública. De agora em diante vislumbro novos horizontes e novas perspectivas para o cotidiano, a caminho da aposentadoria da PJF. De mais autonomia e de mais gestão de tempo para mim.

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Escrevo essa crônica na mais pura intenção de agradecer e homenagear a cidade de Juiz de Fora pelo bem que ela me fez/faz e há tanta gente. Do Bairro Fábrica ao Bairro Santa Catarina, passando pelo Bairro Democrata, sou só gratidão pelo que a cidade me proporcionou de crescimento humano de vida e de relações sociais e públicas. Simbolicamente desejo presentear a cidade: que ela pudesse contar com mais sorrisos nos rostos, apesar dos pesares, e vencido o isolamento social, imposto pela pandemia, gostaria que ela recebesse mais gente nas ruas; momentos de encontros das pessoas com música no ar; políticas públicas municipais para as pessoas idosas, que a cidade seja pra valer, uma cidade para todas as idades. Como desejo que uma partida de futebol seja a agenda principal de todos os domingos daqueles/as que amam ver a bola rolando. Na expectativa do coronavírus ficar sobre controle, desejo retornar com o churrasco na varanda terapêutica da casa da minha mãe. Momento mágico de abastecimento afetivo e espiritual para seguir adiante. Faltando um ano para fazer parte do Clube dos Sessentões, eu espero em Deus, e no aumento de laços de solidariedade social, que o melhor está por vir. Feliz aniversário, JF!

Tribuna

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