Ícone do site Tribuna de Minas

Bilhões em jogo: Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a mais cara e lucrativa da história

Copa do Mundo
Crédito: Fotos Públicas / Presidente Donald J.Trump
PUBLICIDADE

A Copa do Mundo FIFA 2026 tem potencial para redefinir o tamanho econômico dos megaeventos esportivos. 

Organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, o torneio será o maior já realizado em quase um século de história da competição e, ao que tudo indica, também o mais caro e lucrativo.

PUBLICIDADE

Para analistas do setor, trata-se de um evento que vai muito além do futebol: é um grande motor econômico capaz de ativar investimentos, gerar empregos e impulsionar mercados inteiros.

Um megaevento com impacto econômico global

O impacto econômico de uma Copa do Mundo vai muito além da venda de ingressos para os jogos ou dos contratos de transmissão. 

Segundo um estudo realizado pela Open Economics, em colaboração com a FIFA e a Organização Mundial do Comércio, as estimativas indicam que a Copa do Mundo de 2026 poderá gerar um impacto de até US$ 40,9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) global, considerando os efeitos diretos, indiretos e induzidos na economia.

Diferentemente de edições anteriores, nas quais o impacto econômico ficava concentrado em um único território, o Mundial de 2026 cria um ecossistema econômico transnacional, distribuindo receitas e investimentos entre diversas cidades e regiões da América do Norte.

PUBLICIDADE

Receita recorde para a FIFA

A própria FIFA projeta resultados financeiros sem precedentes com o torneio.

Segundo estimativas da entidade, a Copa de 2026 pode gerar mais de US$ 10,9 bilhões em receitas totais, o que representaria um crescimento de aproximadamente 56% em relação à Copa de 2022, disputada no Catar.

PUBLICIDADE

Esse aumento é resultado de uma combinação de fatores estruturais.

Direitos de transmissão em alta

A venda de direitos de mídia deve ultrapassar US$ 4,3 bilhões, refletindo a crescente valorização global de eventos esportivos ao vivo.

Esse movimento também impulsiona o consumo digital em torno das partidas, com torcedores acompanhando jogos, resultados e estatísticas em tempo real por múltiplas telas.

PUBLICIDADE

Plataformas que reúnem acompanhamento ao vivo e cobertura de mercados esportivos, como a LiveScore, ganham relevância nesse cenário, ajudando o público a seguir cada lance e a entender os números por trás dos confrontos durante todo o torneio.

Expansão de patrocínios e marketing

Os contratos de patrocínio e parcerias comerciais também devem atingir novos patamares. 

A expectativa é que as receitas nessa área cheguem a US$ 2,8 bilhões, impulsionadas pelo interesse de grandes marcas globais em associar suas estratégias de marketing ao maior evento esportivo do planeta.

PUBLICIDADE

Um torneio maior

Outro fator decisivo é a expansão do próprio campeonato. A Copa de 2026 será a primeira da história com 48 seleções, ampliando o número de participantes em relação ao formato anterior, que reuniu 32 equipes.

Com isso, o calendário crescerá para 104 partidas, aumentando significativamente o volume de transmissões, a venda de ingressos e as oportunidades comerciais ao longo do torneio.

A economia dos ingressos: demanda global sem precedentes

O mercado de ingressos já indica o tamanho da expectativa em torno do evento.

De acordo com dados da organização da Copa, a procura por entradas ultrapassa 500 milhões de solicitações, número muito superior à capacidade total dos estádios que receberão os jogos.

No total, a competição deve levar cerca de 6,5 milhões de torcedores aos estádios, distribuídos ao longo das 104 partidas previstas no calendário.

Além da enorme demanda, outro fator chama atenção: o preço dos ingressos. 

Projeções indicam que o valor médio das entradas pode chegar a ser até seis vezes maior do que o registrado na Copa do Mundo de 2022, reflexo da alta procura internacional e do elevado poder de consumo dos mercados norte-americanos.

Turismo, empregos e impacto nas economias locais

O impacto econômico também deve se refletir diretamente nas economias das cidades que receberão jogos.

Segundo estudos da OpenEconomics indicam que a realização da Copa pode gerar até 824 mil empregos, incluindo postos temporários e permanentes ligados à organização do evento, turismo, serviços e infraestrutura.

O fluxo de visitantes internacionais também tende a impulsionar o consumo. Estima-se que turistas e torcedores possam gastar cerca de US$ 13,9 bilhões durante o torneio, considerando despesas com hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento.

Quando se somam os efeitos indiretos, como movimentação em hotéis, restaurantes, companhias aéreas, marketing e serviços, a receita total gerada pelo evento pode atingir US$ 80,1 bilhões em toda a cadeia econômica associada ao Mundial.

Tensão política envolvendo o Irã

A Copa do Mundo FIFA 2026 também pode enfrentar um componente geopolítico relevante. 

Nesta semana, autoridades do Irã afirmaram que o país não pretende participar do torneio, citando as tensões políticas e militares envolvendo os Estados Unidos e seus aliados.

A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes iraniano, que afirmou à imprensa estatal que, diante do cenário atual de conflito e instabilidade internacional, não haveria condições para a participação da seleção no Mundial.

Em meio a esse cenário, declarações do ex-presidente Donald Trump voltaram a chamar atenção no debate público. 

Durante discursos políticos e entrevistas, Trump chegou a afirmar que “não se importa” se o Irã ficar fora da Copa do Mundo.

Se a questão evoluir para um impasse diplomático, analistas apontam que a Copa de 2026 pode acabar refletindo não apenas disputas esportivas, mas também as tensões geopolíticas que marcam o cenário internacional atual.

Premiações recordes para as seleções

O crescimento financeiro do torneio também se reflete na distribuição de recursos entre as equipes participantes.

A FIFA aprovou uma premiação total de US$ 727 milhões, cerca de 50% superior ao valor pago na Copa de 2022.

O modelo de distribuição prevê:

Um novo patamar para a economia do futebol

A ampliação da Copa do Mundo faz parte de uma estratégia mais ampla da FIFA para transformar o torneio em uma plataforma global de negócios.

Com mais jogos, mais seleções e maior alcance internacional, o Mundial de 2026 tende a consolidar tendências que já vêm se fortalecendo na indústria do esporte:

Se as projeções se confirmarem, a Copa do Mundo de 2026 não apenas se tornará a mais lucrativa da história, como também poderá estabelecer um novo modelo econômico para os megaeventos esportivos nas próximas décadas.

Sair da versão mobile