{"id":718,"date":"2024-12-27T14:10:00","date_gmt":"2024-12-27T17:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=718"},"modified":"2024-12-25T20:22:51","modified_gmt":"2024-12-25T23:22:51","slug":"ruas-asfaltadas-deixam-a-sua-cidade-mais-quente-no-verao-estudo-brasileiro-respondeu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/ruas-asfaltadas-deixam-a-sua-cidade-mais-quente-no-verao-estudo-brasileiro-respondeu\/","title":{"rendered":"Ruas asfaltadas deixam a sua cidade mais quente no ver\u00e3o? Estudo brasileiro respondeu"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisas realizadas pela USP na cidade de Piracicaba apontam que o asfalto \u00e9 capaz de aumentar as temperaturas noturnas nas \u00e1reas urbanas em at\u00e9 5\u00b0C. Isso ocorre porque o material absorve o calor ao longo do dia e o libera gradualmente, com esse processo se estendendo at\u00e9 cerca de 20h30.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado, o desconforto t\u00e9rmico persiste por mais tempo, elevando a demanda por \u00e1gua, o consumo de energia el\u00e9trica e contribuindo para o maior desgaste f\u00edsico da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto das ruas asfaltadas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O professor Dem\u00f3stenes Ferreira da Silva Filho, da <a href=\"https:\/\/www.esalq.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Esalq<\/a> (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), explicou que o fen\u00f4meno foi detectado atrav\u00e9s de imagens t\u00e9rmicas e fotografias a\u00e9reas. Essas an\u00e1lises revelaram que as ruas asfaltadas registram temperaturas mais elevadas em compara\u00e7\u00e3o a outras superf\u00edcies, como \u00e1reas verdes e telhados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conduzido em 2012, o estudo mapeou a maior parte dos bairros de Piracicaba e constatou que o mesmo padr\u00e3o se repete em v\u00e1rias regi\u00f5es. De acordo com o especialista Jefferson Polizel, coautor da pesquisa, esses resultados podem ser aplicados a outras cidades. Para atenuar o problema, a principal recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliar a cobertura vegetal nas vias p\u00fablicas, diminuindo a incid\u00eancia direta de radia\u00e7\u00e3o solar sobre o asfalto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ilhas de calor<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno urbano conhecido como ilha de calor ocorre devido \u00e0 intensa urbaniza\u00e7\u00e3o, que substitui a vegeta\u00e7\u00e3o natural por superf\u00edcies imperme\u00e1veis, como concreto e asfalto. Essa transforma\u00e7\u00e3o diminui a evapotranspira\u00e7\u00e3o \u2014 processo fundamental para o resfriamento do ambiente \u2014 e provoca o aumento das temperaturas locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que contribui para o agravamento do problema \u00e9 a presen\u00e7a de edifica\u00e7\u00f5es altas e a concentra\u00e7\u00e3o de atividades humanas, que reduzem a circula\u00e7\u00e3o de ar e intensificam o calor nas cidades. As ilhas de calor t\u00eam impacto direto nos ciclos h\u00eddricos. Elas tamb\u00e9m est\u00e3o interligadas ao aquecimento global, com efeitos que se retroalimentam.<\/p>\n\n\n\n<p>Para reduzir esses impactos, \u00e9 essencial adotar estrat\u00e9gias como a arquitetura bioclim\u00e1tica, a utiliza\u00e7\u00e3o de materiais sustent\u00e1veis, a implanta\u00e7\u00e3o de telhados verdes e a amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes nas cidades. Essas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00f3 promovem maior conforto t\u00e9rmico para os moradores, como tamb\u00e9m ajudam a diminuir os efeitos do aquecimento global.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo da USP analisou o impacto que ruas asfaltadas tem na temperatura noturna das cidades e sua liga\u00e7\u00e3o com outros fen\u00f4menos de calor<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":738,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[84,83],"tags":[102],"class_list":["post-718","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mais-tendencias","category-colunas","tag-clima"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=718"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":739,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/718\/revisions\/739"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/738"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=718"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=718"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=718"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}