{"id":52190,"date":"2026-05-22T09:05:00","date_gmt":"2026-05-22T12:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=52190"},"modified":"2026-05-21T14:38:54","modified_gmt":"2026-05-21T17:38:54","slug":"muro-de-500-metros-proibe-entrada-de-pessoas-nessa-praia-publica-muito-famosa-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/muro-de-500-metros-proibe-entrada-de-pessoas-nessa-praia-publica-muito-famosa-no-nordeste\/","title":{"rendered":"Muro de 500 metros pro\u00edbe entrada de pessoas nessa praia p\u00fablica muito famosa no Nordeste"},"content":{"rendered":"\n<p>O caso do muro de mais de 500 metros instalado no Pontal de Maraca\u00edpe, em Ipojuca, tornou-se um dos epis\u00f3dios mais controversos recentes envolvendo ocupa\u00e7\u00e3o do litoral nordestino. <\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura foi feita em uma das \u00e1reas mais visitadas da regi\u00e3o, pr\u00f3xima \u00e0 famosa praia de Porto de Galinhas, e rapidamente passou a ser alvo de den\u00fancias de moradores, turistas e ambientalistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s tr\u00eas anos de impasse, a Justi\u00e7a Federal determinou a derrubada integral do muro, encerrando (ao menos temporariamente) uma disputa marcada por decis\u00f5es conflitantes e forte press\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Decis\u00e3o judicial e prazo para demoli\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a, publicada em 15 de maio pela 35\u00aa Vara Federal de Pernambuco, estabelece que o respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o deve remover completamente a estrutura em at\u00e9 15 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m determina que os res\u00edduos sejam destinados de forma ambientalmente adequada. Caso o prazo n\u00e3o seja cumprido, \u00f3rg\u00e3os ambientais como o IBAMA e a CPRH poder\u00e3o realizar a demoli\u00e7\u00e3o, com cobran\u00e7a posterior dos custos ao propriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tem liga\u00e7\u00e3o direta com uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, que apontou irregularidades ambientais e restri\u00e7\u00e3o de acesso p\u00fablico \u00e0 praia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o muro foi constru\u00eddo e por que gerou pol\u00eamica<\/h2>\n\n\n\n<p>A estrutura, com cerca de 576 metros, foi erguida em maio de 2023 por um empres\u00e1rio em um terreno particular localizado em frente ao Pontal de Maraca\u00edpe. O local pertence \u00e0 mesma fam\u00edlia h\u00e1 d\u00e9cadas e tem \u00e1rea superior a dez hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>O muro foi constru\u00eddo com troncos de coqueiro fixados no solo e sacos de r\u00e1fia preenchidos com areia, formando uma barreira f\u00edsica cont\u00ednua ao longo da faixa costeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio, a obra gerou controv\u00e9rsia por dois motivos principais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dificultar o acesso de banhistas \u00e0 praia;<\/li>\n\n\n\n<li>Impactar o equil\u00edbrio ambiental de uma \u00e1rea sens\u00edvel de manguezal e ber\u00e7\u00e1rio marinho.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conflito entre autoriza\u00e7\u00e3o e irregularidades<\/h2>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o chegou a ser autorizada inicialmente pela CPRH sob a justificativa de conten\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o ambiental da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, investiga\u00e7\u00f5es posteriores apontaram diverg\u00eancias entre o projeto aprovado e o que foi efetivamente constru\u00eddo, incluindo aumento da extens\u00e3o da barreira e impactos n\u00e3o previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a CPRH chegou a determinar a demoli\u00e7\u00e3o da estrutura. Entretanto, decis\u00f5es judiciais posteriores suspenderam temporariamente a remo\u00e7\u00e3o, criando um cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a jur\u00eddica que prolongou o impasse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tentativas de demoli\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o da estrutura<\/h2>\n\n\n\n<p>Em janeiro de 2025, \u00f3rg\u00e3os ambientais chegaram a iniciar a retirada da estrutura. No entanto, parte do muro foi reconstru\u00edda poucas horas ap\u00f3s o in\u00edcio da demoli\u00e7\u00e3o, o que gerou nova crise institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse epis\u00f3dio refor\u00e7ou a necessidade de uma decis\u00e3o definitiva, que acabou sendo consolidada pela Justi\u00e7a Federal em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>O desfecho, por\u00e9m, ainda depende do cumprimento da ordem judicial e da possibilidade de novos recursos, mantendo o caso sob aten\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caso do muro de mais de 500 metros instalado no Pontal de Maraca\u00edpe, em Ipojuca, tornou-se um dos epis\u00f3dios mais controversos recentes envolvendo ocupa\u00e7\u00e3o do litoral nordestino. 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