{"id":51685,"date":"2026-05-17T16:05:00","date_gmt":"2026-05-17T19:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=51685"},"modified":"2026-05-18T08:23:37","modified_gmt":"2026-05-18T11:23:37","slug":"alimentos-comuns-no-seu-dia-a-dia-pode-acabar-com-o-seu-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/alimentos-comuns-no-seu-dia-a-dia-pode-acabar-com-o-seu-coracao\/","title":{"rendered":"Alimentos comuns no seu dia a dia podem acabar com o seu cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A alimenta\u00e7\u00e3o moderna tem passado por mudan\u00e7as nas \u00faltimas d\u00e9cadas, impulsionadas pela praticidade e pelo crescimento da ind\u00fastria aliment\u00edcia. Nesse cen\u00e1rio, os alimentos ultraprocessados se tornaram parte da rotina de milh\u00f5es de pessoas em diferentes pa\u00edses. <\/p>\n\n\n\n<p>Um novo estudo publicado na revista cient\u00edfica European Heart Journal refor\u00e7a um alerta com o consumo frequente desses produtos n\u00e3o est\u00e1 ligado apenas \u00e0 obesidade e ao diabetes, mas tamb\u00e9m a um aumento expressivo no risco de doen\u00e7as cardiovasculares e morte precoce.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que a pesquisa descobriu sobre o cora\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo, liderado por especialistas da Sociedade Europeia de Cardiologia, analisou evid\u00eancias acumuladas ao longo de v\u00e1rios anos e encontrou associa\u00e7\u00f5es consistentes entre o consumo elevado de ultraprocessados e problemas card\u00edacos. <\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados indicam que pessoas com maior ingest\u00e3o desses alimentos podem apresentar at\u00e9 19% mais risco de desenvolver doen\u00e7as cardiovasculares, al\u00e9m de 13% mais risco de fibrila\u00e7\u00e3o atrial, um tipo de arritmia, e at\u00e9 65% mais risco de morte por causas cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A expans\u00e3o dos ultraprocessados na alimenta\u00e7\u00e3o mundial<\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m destacam que esses produtos v\u00eam substituindo alimentos tradicionais em diversos pa\u00edses. Na Holanda, por exemplo, eles j\u00e1 representam cerca de 61% das calorias consumidas diariamente, enquanto no Reino Unido chegam a 54%. <\/p>\n\n\n\n<p>Em pa\u00edses como It\u00e1lia, Portugal e Espanha, os \u00edndices s\u00e3o menores, mas ainda preocupantes. No Brasil, estudos recentes mostram que aproximadamente 23% das calorias ingeridas pela popula\u00e7\u00e3o v\u00eam de alimentos ultraprocessados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o alimentos ultraprocessados<\/h2>\n\n\n\n<p>Os alimentos ultraprocessados s\u00e3o produtos criados industrialmente a partir de formula\u00e7\u00f5es que combinam ingredientes pouco comuns na culin\u00e1ria dom\u00e9stica. Eles incluem subst\u00e2ncias como farinhas refinadas, a\u00e7\u00facares, \u00f3leos modificados e uma variedade de aditivos qu\u00edmicos. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses componentes s\u00e3o utilizados para melhorar sabor, textura, apar\u00eancia e aumentar o tempo de prateleira dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os alimentos ultraprocessados mais consumidos est\u00e3o refrigerantes, biscoitos recheados, macarr\u00e3o instant\u00e2neo, salgadinhos de pacote, embutidos como mortadela e salsicha, al\u00e9m de refei\u00e7\u00f5es congeladas prontas para o consumo. <\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de pr\u00e1ticos e amplamente dispon\u00edveis, esses produtos possuem alto teor de s\u00f3dio, a\u00e7\u00facar e gorduras saturadas, al\u00e9m de baixo valor nutricional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como esses alimentos afetam o organismo<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, os impactos dos ultraprocessados v\u00e3o al\u00e9m da composi\u00e7\u00e3o nutricional. O processo industrial altera a estrutura dos alimentos e favorece o desenvolvimento de inflama\u00e7\u00f5es no organismo, disfun\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e altera\u00e7\u00f5es na microbiota intestinal. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses efeitos, somados ao consumo excessivo de calorias, contribuem para o surgimento de doen\u00e7as como hipertens\u00e3o, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O alerta dos especialistas<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Marialaura Bonaccio destaca que o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas nos nutrientes isolados, como a\u00e7\u00facar ou gordura, mas tamb\u00e9m no grau de processamento industrial. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, esses alimentos podem conter aditivos e subst\u00e2ncias que afetam diretamente o funcionamento do organismo, favorecendo inflama\u00e7\u00f5es e desequil\u00edbrios metab\u00f3licos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores do estudo defendem que m\u00e9dicos passem a incluir o tema dos ultraprocessados nas consultas de rotina, especialmente com pacientes que apresentam risco cardiovascular. <\/p>\n\n\n\n<p>Para eles, as diretrizes atuais focam principalmente em calorias e nutrientes, sem considerar o n\u00edvel de processamento dos alimentos, o que pode gerar uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora ainda sejam necess\u00e1rios mais estudos para compreender todos os mecanismos envolvidos, as evid\u00eancias atuais apontam para uma rela\u00e7\u00e3o consistente entre o consumo de ultraprocessados e o aumento de doen\u00e7as cardiovasculares. <\/p>\n\n\n\n<p>O desafio, segundo os especialistas, \u00e9 transformar esse conhecimento em a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas capazes de melhorar a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e reduzir os impactos desse padr\u00e3o alimentar cada vez mais presente no mundo moderno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alimenta\u00e7\u00e3o moderna tem passado por mudan\u00e7as nas \u00faltimas d\u00e9cadas, impulsionadas pela praticidade e pelo crescimento da ind\u00fastria aliment\u00edcia. 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