{"id":47757,"date":"2026-03-25T11:58:00","date_gmt":"2026-03-25T14:58:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=47757"},"modified":"2026-03-25T11:22:08","modified_gmt":"2026-03-25T14:22:08","slug":"misoginia-deve-virar-crime-assim-como-racismo-apos-votacao-favoravel-no-senado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/misoginia-deve-virar-crime-assim-como-racismo-apos-votacao-favoravel-no-senado\/","title":{"rendered":"Misoginia deve virar crime assim como racismo ap\u00f3s vota\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel no Senado"},"content":{"rendered":"\n<p>O Senado Federal do Brasil aprovou, nesta ter\u00e7a-feira (24), o projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o previstos na legisla\u00e7\u00e3o brasileira. A proposta, identificada como PL 896\/2023, segue agora para an\u00e1lise da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida estabelece pena de dois a cinco anos de pris\u00e3o, al\u00e9m de multa, para condutas que expressem \u00f3dio, avers\u00e3o ou discrimina\u00e7\u00e3o contra mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que muda com a nova lei<\/h2>\n\n\n\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o, a misoginia passa a ser formalmente reconhecida na Lei do Racismo (Lei 7.716\/1989), ao lado de crimes motivados por ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o e proced\u00eancia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto define misoginia como qualquer a\u00e7\u00e3o ou comportamento que manifeste \u00f3dio ou desprezo contra mulheres, ampliando o alcance da prote\u00e7\u00e3o legal. Na pr\u00e1tica, condutas que antes eram tratadas como inj\u00faria ou difama\u00e7\u00e3o passam a ter enquadramento mais grave, dentro da legisla\u00e7\u00e3o de crimes de preconceito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Relatoria e ajustes no texto<\/h2>\n\n\n\n<p>A proposta foi relatada pela senadora Soraya Thronicke, que defendeu a separa\u00e7\u00e3o entre inj\u00faria comum e inj\u00faria mis\u00f3gina, considerada mais grave no contexto de viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora, o objetivo \u00e9 evitar conflitos jur\u00eddicos e garantir maior clareza na aplica\u00e7\u00e3o da lei, especialmente em casos envolvendo discursos de \u00f3dio contra mulheres.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autoria e justificativa do projeto<\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 de autoria da senadora Ana Paula Lobato, que afirmou que o Brasil enfrenta uma escalada de viol\u00eancia contra mulheres e que a legisla\u00e7\u00e3o precisa refletir essa realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a defesa da proposta, ela destacou que a misoginia n\u00e3o se limita a ofensas isoladas, mas faz parte de uma estrutura social que pode resultar em viol\u00eancia f\u00edsica e feminic\u00eddios.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Debate no plen\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da aprova\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, o tema gerou discuss\u00f5es entre os parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns senadores defenderam a proposta como avan\u00e7o no combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. Outros demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o com poss\u00edveis impactos sobre a liberdade de express\u00e3o e com a amplia\u00e7\u00e3o da Lei do Racismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Eduardo Gir\u00e3o e a senadora Damares Alves destacaram a necessidade de maior precis\u00e3o jur\u00eddica para evitar interpreta\u00e7\u00f5es excessivas da nova legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apoio de parlamentares e dados de viol\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Senadoras como Leila Barros, Zenaide Maia e Teresa Leit\u00e3o defenderam a aprova\u00e7\u00e3o do projeto, destacando o aumento da viol\u00eancia contra mulheres no pa\u00eds. O senador Fabiano Contarato tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para os \u00edndices de feminic\u00eddio, classificando o cen\u00e1rio como alarmante.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o senador Randolfe Rodrigues afirmou que o pa\u00eds vive uma \u201cepidemia de viol\u00eancia contra mulheres\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Internet e discursos de \u00f3dio<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante os debates, parlamentares citaram o crescimento de grupos e comunidades online que propagam discursos mis\u00f3ginos, especialmente em redes sociais. Segundo os senadores, esses ambientes digitais t\u00eam contribu\u00eddo para a dissemina\u00e7\u00e3o de \u00f3dio contra mulheres e para a normaliza\u00e7\u00e3o de comportamentos violentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com aprova\u00e7\u00e3o no Senado, o projeto segue para a C\u00e2mara dos Deputados, onde poder\u00e1 ser alterado antes de eventual san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso seja aprovado em definitivo, o Brasil passar\u00e1 a contar com uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que tipifica a misoginia como crime de preconceito, ampliando o arcabou\u00e7o jur\u00eddico de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Senado Federal do Brasil aprovou, nesta ter\u00e7a-feira (24), o projeto de lei que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o previstos na legisla\u00e7\u00e3o brasileira. A proposta, identificada como PL 896\/2023, segue agora para an\u00e1lise da C\u00e2mara dos Deputados. 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