{"id":46012,"date":"2026-03-06T09:10:00","date_gmt":"2026-03-06T12:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=46012"},"modified":"2026-03-05T18:57:15","modified_gmt":"2026-03-05T21:57:15","slug":"novo-medicamento-aprovado-pela-anvisa-promete-reduzir-sangramento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/novo-medicamento-aprovado-pela-anvisa-promete-reduzir-sangramento\/","title":{"rendered":"Novo medicamento aprovado pela Anvisa promete reduzir sangramento"},"content":{"rendered":"\n<p>Um novo passo no tratamento da hemofilia foi dado no Brasil ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o de um medicamento inovador pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria. <\/p>\n\n\n\n<p>A libera\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio representa uma alternativa terap\u00eautica promissora para pacientes que convivem com a doen\u00e7a, conhecida por causar sangramentos frequentes e dif\u00edceis de controlar.<\/p>\n\n\n\n<p>O medicamento aprovado se chama Qfitlia (fitusirana s\u00f3dica) e foi desenvolvido para prevenir ou reduzir epis\u00f3dios hemorr\u00e1gicos em pessoas com hemofilia A ou hemofilia B. <\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento poder\u00e1 ser utilizado por adultos e adolescentes a partir de 12 anos, inclusive em pacientes que apresentam inibidores dos fatores de coagula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o do registro foi concedida \u00e0 farmac\u00eautica Sanofi Medley e publicada oficialmente no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, consolidando a chegada da nova terapia ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como o medicamento atua no organismo<\/h2>\n\n\n\n<p>O objetivo principal do novo medicamento \u00e9 ajudar a controlar um dos maiores desafios enfrentados por pessoas com hemofilia: os sangramentos recorrentes. <\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a compromete o processo natural de coagula\u00e7\u00e3o do sangue, o que faz com que o organismo tenha dificuldade para estancar ferimentos ou hemorragias internas.<\/p>\n\n\n\n<p>O fitusirana atua regulando prote\u00ednas envolvidas na coagula\u00e7\u00e3o, ajudando o corpo a restaurar o equil\u00edbrio do sistema respons\u00e1vel por interromper sangramentos. Dessa forma, o tratamento pode reduzir significativamente a frequ\u00eancia de epis\u00f3dios hemorr\u00e1gicos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de terapia moderna faz parte de uma nova gera\u00e7\u00e3o de medicamentos que buscam diminuir a depend\u00eancia de aplica\u00e7\u00f5es frequentes e oferecer maior prote\u00e7\u00e3o contra sangramentos espont\u00e2neos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entendendo o que \u00e9 a hemofilia<\/h2>\n\n\n\n<p>A hemofilia \u00e9 uma doen\u00e7a gen\u00e9tica rara que afeta o sistema de coagula\u00e7\u00e3o do sangue. Pessoas com essa condi\u00e7\u00e3o apresentam defici\u00eancia em prote\u00ednas essenciais chamadas fatores de coagula\u00e7\u00e3o, respons\u00e1veis por formar co\u00e1gulos que interrompem sangramentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es normais, quando ocorre um corte ou les\u00e3o, o organismo inicia um processo em cadeia: primeiro as plaquetas formam uma esp\u00e9cie de tamp\u00e3o tempor\u00e1rio e, em seguida, entram em a\u00e7\u00e3o os fatores de coagula\u00e7\u00e3o que fortalecem esse bloqueio at\u00e9 que o tecido cicatrize.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pacientes com hemofilia, essa sequ\u00eancia n\u00e3o se completa. Como um dos fatores est\u00e1 ausente ou reduzido, o processo come\u00e7a, mas n\u00e3o termina de forma eficiente, fazendo com que o sangramento continue por mais tempo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tipos mais comuns da doen\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Existem dois tipos principais de hemofilia, classificados de acordo com o fator de coagula\u00e7\u00e3o afetado.<\/p>\n\n\n\n<p>A hemofilia A ocorre quando h\u00e1 defici\u00eancia do fator VIII. Esse \u00e9 o tipo mais frequente da doen\u00e7a e corresponde a cerca de 80% dos casos registrados no mundo. J\u00e1 a hemofilia B est\u00e1 associada \u00e0 falta do fator IX, outra prote\u00edna essencial para o processo de coagula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os sintomas sejam semelhantes nas duas formas, o tratamento precisa ser espec\u00edfico para cada tipo, pois envolve a reposi\u00e7\u00e3o do fator de coagula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 ausente no organismo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Origem gen\u00e9tica e transmiss\u00e3o da hemofilia<\/h2>\n\n\n\n<p>A hemofilia \u00e9 causada por uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica localizada no cromossomo X. Por causa dessa caracter\u00edstica, a doen\u00e7a ocorre com muito mais frequ\u00eancia em homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso acontece porque os homens possuem apenas um cromossomo X. Se esse cromossomo apresentar a muta\u00e7\u00e3o, a doen\u00e7a se manifesta diretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres, por outro lado, possuem dois cromossomos X. Na maioria dos casos, quando apenas um deles apresenta a altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, o outro consegue compensar a defici\u00eancia. Assim, muitas mulheres se tornam portadoras do gene sem desenvolver os sintomas, mas podem transmiti-lo aos filhos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sangramentos podem ocorrer sem trauma aparente<\/h2>\n\n\n\n<p>A gravidade da hemofilia depende da quantidade de fator de coagula\u00e7\u00e3o presente no sangue. Quanto menor o n\u00edvel dessa prote\u00edna, maior o risco de sangramentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos mais graves, as hemorragias podem ocorrer espontaneamente, sem qualquer trauma vis\u00edvel. J\u00e1 nas formas mais leves, os sangramentos costumam aparecer ap\u00f3s cortes, quedas ou procedimentos cir\u00fargicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos ferimentos externos, um problema comum \u00e9 o sangramento dentro das articula\u00e7\u00f5es, principalmente em joelhos, cotovelos e tornozelos. Com o tempo, esses epis\u00f3dios repetidos podem provocar dor cr\u00f4nica, inflama\u00e7\u00f5es e at\u00e9 limita\u00e7\u00f5es permanentes de movimento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diagn\u00f3stico costuma ocorrer ainda na inf\u00e2ncia<\/h2>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, os primeiros sinais da doen\u00e7a aparecem ainda na inf\u00e2ncia. Pais e m\u00e9dicos podem suspeitar da condi\u00e7\u00e3o quando a crian\u00e7a apresenta hematomas grandes ap\u00f3s pequenas quedas ou quando sangramentos demoram muito para parar.<\/p>\n\n\n\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico \u00e9 feita por exames laboratoriais que avaliam os n\u00edveis dos fatores de coagula\u00e7\u00e3o no sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o diagn\u00f3stico precoce, \u00e9 poss\u00edvel iniciar o tratamento adequado e reduzir significativamente o risco de complica\u00e7\u00f5es ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quantas pessoas vivem com hemofilia no Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>Dados divulgados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em 2024 indicam que mais de 14 mil pessoas vivem com hemofilia no pa\u00eds. Desse total, cerca de 11.863 pacientes t\u00eam hemofilia A, enquanto aproximadamente 2.339 convivem com hemofilia B.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses n\u00fameros mostram a import\u00e2ncia de ampliar o acesso a terapias modernas, capazes de reduzir sangramentos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Novas terapias aumentam as expectativas de tratamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Historicamente, o tratamento da hemofilia baseia-se na reposi\u00e7\u00e3o do fator de coagula\u00e7\u00e3o ausente, geralmente administrado por meio de infus\u00f5es intravenosas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, por\u00e9m, a medicina tem avan\u00e7ado no desenvolvimento de novas abordagens terap\u00eauticas, como anticorpos monoclonais e medicamentos de a\u00e7\u00e3o prolongada.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas tecnologias buscam tornar o tratamento mais pr\u00e1tico, reduzir a frequ\u00eancia das aplica\u00e7\u00f5es e prevenir epis\u00f3dios hemorr\u00e1gicos de forma mais eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o do novo medicamento representa mais um passo nesse processo de inova\u00e7\u00e3o, oferecendo novas possibilidades para pacientes que convivem com essa condi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica rara.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo passo no tratamento da hemofilia foi dado no Brasil ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o de um medicamento inovador pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria. 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