{"id":44972,"date":"2026-02-24T09:45:00","date_gmt":"2026-02-24T12:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=44972"},"modified":"2026-02-23T15:47:00","modified_gmt":"2026-02-23T18:47:00","slug":"cidade-coberta-por-fumaca-choca-especialistas-com-niveis-perigosos-de-poluicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/cidade-coberta-por-fumaca-choca-especialistas-com-niveis-perigosos-de-poluicao\/","title":{"rendered":"Cidade coberta por fuma\u00e7a choca especialistas com n\u00edveis perigosos de polui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A capital de Rond\u00f4nia, Porto Velho, entrou no monitoramento de especialistas ap\u00f3s aparecer no topo de um levantamento internacional sobre qualidade do ar. <\/p>\n\n\n\n<p>Dados divulgados pela IQAir, com base em medi\u00e7\u00f5es de 2024, indicam que a cidade registrou m\u00e9dia anual de 29,5 microgramas por metro c\u00fabico (\u00b5g\/m\u00b3) de PM2.5, \u00edndice quase seis vezes acima do limite considerado seguro pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero coloca a capital rondoniense entre os centros urbanos brasileiros com maior concentra\u00e7\u00e3o de material particulado fino, um dos poluentes mais perigosos para a sa\u00fade humana.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fuma\u00e7a persistente marca rotina durante a estiagem<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas ouvidos em relat\u00f3rios ambientais, o avan\u00e7o das queimadas na Amaz\u00f4nia \u00e9 o principal fator por tr\u00e1s da deteriora\u00e7\u00e3o da qualidade do ar. Durante os meses mais secos do ano, a fuma\u00e7a se espalha com facilidade e pode permanecer sobre a cidade por v\u00e1rios dias consecutivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de clima seco, focos de inc\u00eandio florestal e circula\u00e7\u00e3o de ventos regionais cria uma camada densa de fuligem que reduz a visibilidade e altera o aspecto do c\u00e9u. Moradores relatam cheiro constante de queimado e sensa\u00e7\u00e3o de ar pesado nos per\u00edodos mais cr\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Poluente microsc\u00f3pico preocupa m\u00e9dicos<\/h2>\n\n\n\n<p>O material particulado fino, conhecido como PM2.5, recebe aten\u00e7\u00e3o especial da comunidade cient\u00edfica por sua capacidade de penetrar profundamente no organismo. Por ter di\u00e2metro extremamente pequeno, o poluente ultrapassa as vias respirat\u00f3rias superiores e pode alcan\u00e7ar os pulm\u00f5es e a corrente sangu\u00ednea.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas em sa\u00fade p\u00fablica, a exposi\u00e7\u00e3o prolongada est\u00e1 associada ao aumento de crises de asma, bronquite, alergias e complica\u00e7\u00f5es cardiovasculares. Crian\u00e7as, idosos e pessoas com doen\u00e7as pr\u00e9-existentes formam o grupo de maior risco, mas os efeitos podem atingir toda a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes urbanas agravam o cen\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>Embora as queimadas tenham peso predominante, t\u00e9cnicos apontam que a polui\u00e7\u00e3o urbana tamb\u00e9m contribui para manter os n\u00edveis elevados ao longo do ano. Emiss\u00f5es de ve\u00edculos, poeira de vias sem pavimenta\u00e7\u00e3o e determinadas atividades industriais entram na conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse efeito combinado dificulta a recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da qualidade do ar mesmo quando h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria dos focos de inc\u00eandio na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dimens\u00e3o territorial amplia vulnerabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro fator que chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a extens\u00e3o territorial do munic\u00edpio. Porto Velho possui cerca de 34 mil quil\u00f4metros quadrados, uma das maiores \u00e1reas municipais do pa\u00eds, e popula\u00e7\u00e3o estimada em aproximadamente 460 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande \u00e1rea rural e florestal ao redor do n\u00facleo urbano facilita o transporte de fuma\u00e7a proveniente de inc\u00eandios em regi\u00f5es vizinhas. Na pr\u00e1tica, a capital acaba funcionando como receptora da polui\u00e7\u00e3o gerada em diferentes pontos do entorno amaz\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Infraestrutura e sa\u00fade p\u00fablica sob press\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de concentrar o maior Produto Interno Bruto de Rond\u00f4nia e desempenhar papel estrat\u00e9gico na economia regional, a cidade ainda enfrenta desafios hist\u00f3ricos de infraestrutura, especialmente no saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas alertam que a combina\u00e7\u00e3o entre polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica elevada e acesso desigual a servi\u00e7os essenciais aumenta a vulnerabilidade sanit\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o. O impacto j\u00e1 \u00e9 sentido no sistema de sa\u00fade, com tend\u00eancia de aumento de atendimentos por problemas respirat\u00f3rios durante os per\u00edodos de fuma\u00e7a intensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Autoridades ambientais e de sa\u00fade defendem que o enfrentamento do problema passa pelo combate mais rigoroso \u00e0s queimadas, monitoramento cont\u00ednuo da qualidade do ar e pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es urbanas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capital de Rond\u00f4nia, Porto Velho, entrou no monitoramento de especialistas ap\u00f3s aparecer no topo de um levantamento internacional sobre qualidade do ar. Dados divulgados pela IQAir, com base em medi\u00e7\u00f5es de 2024, indicam que a cidade registrou m\u00e9dia anual de 29,5 microgramas por metro c\u00fabico (\u00b5g\/m\u00b3) de PM2.5, \u00edndice quase seis vezes acima do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":44974,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[83,84],"tags":[],"class_list":["post-44972","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-mais-tendencias"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44972","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44972"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44972\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44975,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44972\/revisions\/44975"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44974"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}