{"id":44228,"date":"2026-02-14T18:31:00","date_gmt":"2026-02-14T21:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=44228"},"modified":"2026-02-11T16:41:44","modified_gmt":"2026-02-11T19:41:44","slug":"civilizacao-perdida-ha-mais-de-40-mil-anos-pode-ter-sido-encontrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/civilizacao-perdida-ha-mais-de-40-mil-anos-pode-ter-sido-encontrada\/","title":{"rendered":"Civiliza\u00e7\u00e3o perdida h\u00e1 mais de 40 mil anos pode ter sido encontrada"},"content":{"rendered":"\n<p>Um estudo recente divulgado por um pesquisador independente reacendeu debates sobre a possibilidade de que uma civiliza\u00e7\u00e3o altamente avan\u00e7ada tenha existido muito antes das primeiras sociedades complexas conhecidas pela arqueologia. <\/p>\n\n\n\n<p>Matthew LaCroix, como \u00e9 identificado em redes sociais e reportagens, afirma ter encontrado vest\u00edgios de um povo antigo capaz de registrar conhecimento sofisticado sobre o cosmos e a natureza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descobertas e padr\u00f5es geom\u00e9tricos<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo LaCroix, monumentos e gravuras espalhados pelo mundo, incluindo regi\u00f5es da Turquia, Egito, Am\u00e9rica do Sul e Sudeste Asi\u00e1tico, exibem s\u00edmbolos geom\u00e9tricos recorrentes, como formas em \u201cT\u201d, pir\u00e2mides escalonadas e outras figuras repetidas. <\/p>\n\n\n\n<p>Para o pesquisador, esses padr\u00f5es n\u00e3o seriam fruto de coincid\u00eancia, mas ind\u00edcios de um sistema simb\u00f3lico global compartilhado por uma civiliza\u00e7\u00e3o ancestral que teria existido entre 38 mil e 40 mil anos atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele classifica essas representa\u00e7\u00f5es como um \u201ccosmogram\u201d, ou modelo geom\u00e9trico, supostamente utilizado para codificar informa\u00e7\u00f5es sobre ciclos astron\u00f4micos, fen\u00f4menos geol\u00f3gicos e cataclismos naturais, criando uma esp\u00e9cie de \u201cc\u00f3digo universal\u201d deixado para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Teorias difusionistas versus arqueologia convencional<\/h2>\n\n\n\n<p>A proposta de LaCroix se insere na linha das teorias difusionistas, que sugerem a dissemina\u00e7\u00e3o global de culturas antigas e de seus conhecimentos. No entanto, a arqueologia acad\u00eamica n\u00e3o endossa essa vis\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisas rigorosas indicam que sociedades complexas, com agricultura organizada, arquitetura monumental e escrita, surgiram gradualmente nos \u00faltimos 10 mil anos, muito depois da \u00e9poca apontada pelo pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>A explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mais aceita para s\u00edmbolos geom\u00e9tricos similares em diferentes regi\u00f5es \u00e9 a converg\u00eancia cultural, ou seja, a tend\u00eancia de diferentes povos desenvolverem de forma independente padr\u00f5es visuais e rituais semelhantes. <\/p>\n\n\n\n<p>Elementos como c\u00edrculos, pir\u00e2mides e linhas podem surgir em contextos distintos simplesmente porque todos os humanos observam os mesmos fen\u00f4menos naturais, como o Sol, a Lua e as esta\u00e7\u00f5es do ano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contesta\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p>Diversos s\u00edtios citados por LaCroix, incluindo estruturas na Turquia e no Egito, possuem data\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis que os associam a civiliza\u00e7\u00f5es posteriores, como a urartiana ou a dinastia eg\u00edpcia hist\u00f3rica, e n\u00e3o a sociedades de 40 mil anos atr\u00e1s. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso refor\u00e7a a posi\u00e7\u00e3o de que interpretar coincid\u00eancias estil\u00edsticas como prova de uma civiliza\u00e7\u00e3o global perdida n\u00e3o encontra respaldo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pseudoarqueologia e especula\u00e7\u00f5es populares<\/h2>\n\n\n\n<p>A narrativa proposta por LaCroix lembra tradi\u00e7\u00f5es de pseudoarqueologia, em que s\u00edmbolos antigos s\u00e3o associados a poderes sobrenaturais, previs\u00f5es de desastres naturais ou influ\u00eancia de civiliza\u00e7\u00f5es misteriosas. <\/p>\n\n\n\n<p>Teorias semelhantes j\u00e1 foram apresentadas por autores como Erich von D\u00e4niken, que popularizou a ideia de contato com extraterrestres em sociedades pr\u00e9-hist\u00f3ricas. Especialistas alertam que tais interpreta\u00e7\u00f5es carecem de evid\u00eancias robustas e verific\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A hist\u00f3ria humana conhecida<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de controversa, a discuss\u00e3o ressalta que a hist\u00f3ria humana \u00e9 muito antiga. Foss\u00e9is de Homo sapiens com mais de 40 mil anos j\u00e1 foram encontrados na Europa e na \u00c1sia. <\/p>\n\n\n\n<p>Naquele per\u00edodo, grupos humanos eram ca\u00e7adores-coletores que criavam ferramentas e artefatos complexos, mas n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre a exist\u00eancia de civiliza\u00e7\u00f5es altamente estruturadas, como a sugerida por LaCroix.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o rigorosa e baseada em evid\u00eancias continua sendo a principal ferramenta para separar descobertas leg\u00edtimas de especula\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo recente divulgado por um pesquisador independente reacendeu debates sobre a possibilidade de que uma civiliza\u00e7\u00e3o altamente avan\u00e7ada tenha existido muito antes das primeiras sociedades complexas conhecidas pela arqueologia. Matthew LaCroix, como \u00e9 identificado em redes sociais e reportagens, afirma ter encontrado vest\u00edgios de um povo antigo capaz de registrar conhecimento sofisticado sobre o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":44229,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[83,84],"tags":[],"class_list":["post-44228","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-mais-tendencias"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44228","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44228"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44232,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44228\/revisions\/44232"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}