{"id":43719,"date":"2026-02-08T19:10:00","date_gmt":"2026-02-08T22:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=43719"},"modified":"2026-02-05T18:48:25","modified_gmt":"2026-02-05T21:48:25","slug":"gene-que-causa-cancer-foi-desativado-por-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/gene-que-causa-cancer-foi-desativado-por-especialistas\/","title":{"rendered":"Gene que causa c\u00e2ncer foi desativado por especialistas"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores da Universidade Monash, na Austr\u00e1lia, em parceria com a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram uma descoberta que pode mudar profundamente o tratamento do c\u00e2ncer. <\/p>\n\n\n\n<p>A equipe identificou um mecanismo capaz de desativar de forma permanente genes respons\u00e1veis pelo desenvolvimento da doen\u00e7a, abrindo caminho para terapias mais eficazes e menos agressivas ao organismo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descoberta publicada em revista cient\u00edfica de refer\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo foi publicado na Nature Cell Biology, uma das revistas cient\u00edficas mais prestigiadas do mundo. A publica\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a relev\u00e2ncia do achado e indica que os resultados passaram por criteriosa valida\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, sendo considerados um avan\u00e7o concreto no campo da oncologia moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa se baseia na chamada terapia epigen\u00e9tica, uma abordagem que atua sobre o comportamento dos genes sem modificar o DNA. <\/p>\n\n\n\n<p>Em vez de alterar o c\u00f3digo gen\u00e9tico, essa t\u00e9cnica interfere nos mecanismos que controlam quais genes ficam ativos ou inativos, funcionando como um verdadeiro interruptor biol\u00f3gico dentro das c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leucemias agressivas no centro do estudo<\/h2>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o \u00e9 especialmente promissor para o tratamento de tipos agressivos de leucemia aguda. Nesses casos, erros gen\u00e9ticos fazem com que genes promotores do c\u00e2ncer permane\u00e7am constantemente ativos, impedindo o controle natural da multiplica\u00e7\u00e3o celular e favorecendo a progress\u00e3o r\u00e1pida da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas descobriram que o direcionamento das prote\u00ednas epigen\u00e9ticas Menina e DOT1L \u00e9 fundamental para interromper esse processo. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao atuar sobre essas prote\u00ednas, os pesquisadores conseguiram desligar de forma duradoura os genes causadores do c\u00e2ncer em c\u00e9lulas leuc\u00eamicas, mesmo ap\u00f3s o fim do tratamento medicamentoso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A import\u00e2ncia da mem\u00f3ria epigen\u00e9tica<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos pontos centrais da descoberta envolve a chamada mem\u00f3ria epigen\u00e9tica mantida pela prote\u00edna DOT1L. Essa mem\u00f3ria faz com que as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas \u201clembrem\u201d como se comportar de forma agressiva. <\/p>\n\n\n\n<p>Os medicamentos que atingem a prote\u00edna Menina conseguem apagar essa mem\u00f3ria, impedindo que os genes malignos sejam reativados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tratamentos mais curtos e menos desgastantes<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, a nova abordagem pode permitir tratamentos mais curtos, com menor incid\u00eancia de efeitos colaterais. Isso representa um avan\u00e7o significativo para pacientes oncol\u00f3gicos, que frequentemente enfrentam terapias longas, intensas e debilitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a redu\u00e7\u00e3o do tempo de tratamento, os pacientes podem tolerar doses mais altas dos medicamentos ou at\u00e9 se tornar eleg\u00edveis para terapias complementares. A expectativa \u00e9 melhorar os resultados cl\u00ednicos sem comprometer ainda mais a qualidade de vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00f3ximos passos e testes em humanos<\/h2>\n\n\n\n<p>A descoberta dever\u00e1 ser testada ainda este ano em ensaios cl\u00ednicos realizados pela Universidade Monash em parceria com o Hospital Alfred, tamb\u00e9m na Austr\u00e1lia. Caso os resultados se confirmem em humanos, o m\u00e9todo poder\u00e1 representar uma nova era no tratamento de determinados tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o refor\u00e7a a esperan\u00e7a de tratamentos mais eficazes e humanos no futuro da oncologia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Monash, na Austr\u00e1lia, em parceria com a Universidade Harvard, nos Estados Unidos, anunciaram uma descoberta que pode mudar profundamente o tratamento do c\u00e2ncer. 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