{"id":43099,"date":"2026-02-02T16:45:00","date_gmt":"2026-02-02T19:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=43099"},"modified":"2026-01-30T17:47:46","modified_gmt":"2026-01-30T20:47:46","slug":"risco-de-infarto-pode-aumentar-com-habito-muito-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/risco-de-infarto-pode-aumentar-com-habito-muito-comum\/","title":{"rendered":"Risco de infarto pode aumentar com h\u00e1bito muito comum"},"content":{"rendered":"\n<p>Dormir tarde e acordar mais tarde parece, para muitos, apenas uma quest\u00e3o de prefer\u00eancia pessoal ou adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 rotina moderna. <\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, evid\u00eancias cient\u00edficas recentes indicam que esse h\u00e1bito bastante comum pode estar silenciosamente associado a um risco maior de problemas cardiovasculares, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC). <\/p>\n\n\n\n<p>Um grande estudo internacional trouxe novos alertas sobre como o hor\u00e1rio em que dormimos pode impactar diretamente a sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que \u00e9 cronotipo e por que ele importa<\/h2>\n\n\n\n<p>Cada pessoa possui um cronotipo, que representa sua tend\u00eancia biol\u00f3gica natural de funcionar melhor pela manh\u00e3, \u00e0 tarde ou \u00e0 noite. <\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto indiv\u00edduos matutinos costumam acordar cedo com facilidade e ter mais energia nas primeiras horas do dia, pessoas com perfil noturno rendem mais \u00e0 noite e t\u00eam dificuldade em dormir e acordar cedo.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa analisou exatamente essa diferen\u00e7a biol\u00f3gica e como ela se relaciona com a sa\u00fade cardiovascular, indo al\u00e9m da simples quantidade de horas dormidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um estudo de longo prazo<\/h2>\n\n\n\n<p>Os dados utilizados vieram do UK Biobank, um dos maiores bancos de informa\u00e7\u00f5es de sa\u00fade do mundo. Mais de 300 mil adultos foram acompanhados por at\u00e9 14 anos, permitindo observar, ao longo do tempo, a ocorr\u00eancia de eventos como infarto e AVC em diferentes perfis de sono.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mostraram que pessoas com cronotipo claramente noturno apresentaram, de forma consistente, piores indicadores cardiovasculares em compara\u00e7\u00e3o \u00e0quelas com perfil intermedi\u00e1rio ou mais matutino.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Indicadores do cora\u00e7\u00e3o sob an\u00e1lise<\/h2>\n\n\n\n<p>Para avaliar a sa\u00fade cardiovascular, os pesquisadores utilizaram os crit\u00e9rios do Life\u2019s Essential 8, da American Heart Association, que re\u00fane oito pilares fundamentais da sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Qualidade do sono<\/li>\n\n\n\n<li>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Atividade f\u00edsica<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00edveis de colesterol<\/li>\n\n\n\n<li>Press\u00e3o arterial<\/li>\n\n\n\n<li>Glicemia<\/li>\n\n\n\n<li>Tabagismo<\/li>\n\n\n\n<li>Peso corporal<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Dentro desse conjunto, indiv\u00edduos noturnos tiveram desempenho inferior em v\u00e1rios aspectos, especialmente relacionados ao sono irregular e aos h\u00e1bitos de vida associados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Risco maior observado entre mulheres<\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos achados mais relevantes do estudo foi que o impacto do cronotipo noturno se mostrou mais acentuado entre mulheres. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autores, isso pode estar relacionado ao chamado desalinhamento do rel\u00f3gio biol\u00f3gico, quando o ritmo natural do corpo entra em conflito com hor\u00e1rios de trabalho, responsabilidades familiares e exig\u00eancias sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conflito favorece:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Priva\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica de sono<\/li>\n\n\n\n<li>Alimenta\u00e7\u00e3o fora de hor\u00e1rios regulares<\/li>\n\n\n\n<li>Maior estresse<\/li>\n\n\n\n<li>Menor ades\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica de exerc\u00edcios<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Todos esses fatores contribuem diretamente para o aumento do risco cardiovascular.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dormir tarde n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico vil\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Especialistas ressaltam que dormir tarde, por si s\u00f3, n\u00e3o causa infarto. O problema est\u00e1 nos comportamentos que frequentemente acompanham a rotina noturna, como sedentarismo, tabagismo, consumo inadequado de alimentos e sono de baixa qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o cronotipo noturno funciona como um fator de risco indireto, ao favorecer h\u00e1bitos que, somados ao longo dos anos, sobrecarregam o sistema cardiovascular.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores do estudo destacam que os resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de considerar o ritmo biol\u00f3gico individual nas estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o cardiovascular. <\/p>\n\n\n\n<p>Ajustar hor\u00e1rios de sono, manter regularidade nas refei\u00e7\u00f5es e proteger a qualidade do descanso s\u00e3o medidas t\u00e3o relevantes quanto controlar colesterol, press\u00e3o e glicemia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dormir tarde e acordar mais tarde parece, para muitos, apenas uma quest\u00e3o de prefer\u00eancia pessoal ou adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 rotina moderna. 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