{"id":3931,"date":"2025-02-05T13:45:00","date_gmt":"2025-02-05T16:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=3931"},"modified":"2025-02-05T08:19:31","modified_gmt":"2025-02-05T11:19:31","slug":"lei-revela-se-cliente-pode-entrar-com-sua-garrafa-dagua-em-restaurante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/lei-revela-se-cliente-pode-entrar-com-sua-garrafa-dagua-em-restaurante\/","title":{"rendered":"Lei revela se cliente pode entrar com sua garrafa d&#8217;\u00e1gua em restaurante"},"content":{"rendered":"\n<p>No domingo (2), uma comerciante teve uma experi\u00eancia desconfort\u00e1vel em um restaurante de Fortaleza, quando foi informada de que n\u00e3o poderia beber \u00e1gua de sua garrafa, a n\u00e3o ser que pagasse uma taxa de R$ 14. Ela recusou e pediu \u00e1gua do pr\u00f3prio estabelecimento, gravando a situa\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo. O restaurante Fratelli, onde o ocorrido aconteceu, pediu desculpas e retirou a cobran\u00e7a ap\u00f3s o epis\u00f3dio ganhar repercuss\u00e3o, reconhecendo que a pr\u00e1tica foi impr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cobran\u00e7a dos restaurantes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao Di\u00e1rio do Nordeste, a advogada Cl\u00e1udia Santos, especialista em Direito do Consumidor e presidente da Comiss\u00e3o de Defesa do Consumidor da OAB Cear\u00e1, explicou que essa pr\u00e1tica pode ser classificada como abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela mencionou o artigo 39, inciso V, do <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mj\/pt-br\/assuntos\/seus-direitos\/consumidor\/Anexos\/cdc-portugues-2013.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC)<\/a>, que pro\u00edbe a imposi\u00e7\u00e3o de &#8220;vantagem manifestamente excessiva&#8221; ao consumidor. A advogada ressalta, no entanto, que em alguns casos, a cobran\u00e7a de taxas para bebidas alco\u00f3licas trazidas pelos clientes pode ser justific\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<em>\u00c9 importante que o bom senso prevale\u00e7a tanto para os consumidores quanto para os estabelecimentos<\/em>&#8220;, afirmou. Cl\u00e1udia explicou que, embora seja abusivo proibir um cliente de levar sua pr\u00f3pria \u00e1gua para consumo pessoal, o mesmo n\u00e3o se aplica a bebidas vendidas pelo restaurante, como vinhos e destilados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00c1gua gratuita<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Por outro lado, existe a pol\u00edtica que determina o fornecimento gratuito de \u00e1gua em bares e restaurantes, o que beneficia os clientes, mas ainda n\u00e3o \u00e9 uma exig\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o federal, apesar de alguns estados e munic\u00edpios j\u00e1 terem estabelecido leis sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Em estados como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e no Distrito Federal, a legisla\u00e7\u00e3o obriga os estabelecimentos a oferecerem \u00e1gua filtrada gratuitamente e a comunicarem essa pr\u00e1tica aos clientes. J\u00e1 em outros estados, como Santa Catarina e Paran\u00e1, a responsabilidade de implementar essa medida \u00e9 dos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser obrigat\u00f3ria, \u00e9 fundamental assegurar que a \u00e1gua oferecida seja pot\u00e1vel e filtrada, para prevenir riscos \u00e0 sa\u00fade, e adotar pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, como o uso de copos reutiliz\u00e1veis. Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, essa medida pode aumentar os custos operacionais, especialmente em locais com grande fluxo de clientes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Debates sobre o consumo de \u00e1gua em bares e restaurantes s\u00e3o recorrentes; entenda o que a lei fala sobre cobran\u00e7as<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3830,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jnews-multi-image_gallery":[],"jnews_single_post":{"format":"standard"},"jnews_primary_category":[],"jnews_social_meta":[],"jnews_override_counter":[],"jnews_post_split":[],"footnotes":""},"categories":[84,83],"tags":[],"class_list":["post-3931","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mais-tendencias","category-colunas"],"_referencia":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3931"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3932,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3931\/revisions\/3932"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}