{"id":39255,"date":"2025-12-22T08:45:00","date_gmt":"2025-12-22T11:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/?p=39255"},"modified":"2025-12-19T15:36:30","modified_gmt":"2025-12-19T18:36:30","slug":"pesquisa-descobre-que-oceano-atlantico-e-afetado-pelo-el-nino-de-formas-graves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/pesquisa-descobre-que-oceano-atlantico-e-afetado-pelo-el-nino-de-formas-graves\/","title":{"rendered":"Pesquisa descobre que Oceano Atl\u00e2ntico \u00e9 afetado pelo El Ni\u00f1o de formas graves"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma pesquisa cient\u00edfica recente revelou que o <a href=\"https:\/\/tribunademinas.com.br\/colunas\/maistendencias\/nova-ferrovia-pode-ligar-brasil-ao-peru-e-mudar-o-comercio-entre-os-oceanos\/\"><strong>Oceano Atl\u00e2ntico<\/strong><\/a>, que banha todo o litoral brasileiro, sofre impactos profundos e potencialmente graves durante a ocorr\u00eancia do El Ni\u00f1o. <\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra que o fen\u00f4meno clim\u00e1tico, conhecido principalmente por seus efeitos no Oceano Pac\u00edfico, tamb\u00e9m provoca mudan\u00e7as significativas no Atl\u00e2ntico, com consequ\u00eancias diretas para o clima, os rios e a atividade pesqueira em diferentes regi\u00f5es do Brasil e de outros pa\u00edses da \u00c1frica e da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa descobre que Oceano Atl\u00e2ntico \u00e9 afetado pelo El Ni\u00f1o de formas graves<\/h2>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi publicada na revista cient\u00edfica <em><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/natrevearthenviron\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Nature Reviews Earth &amp; Environment<\/strong><\/a><\/em> e re\u00fane resultados de diversos estudos internacionais. <\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores de universidades e centros de pesquisa da Europa, da \u00c1frica e do Brasil, com financiamento da Uni\u00e3o Europeia. <\/p>\n\n\n\n<p>Entre os autores est\u00e3o cientistas brasileiros que analisaram como o El Ni\u00f1o\u2013Oscila\u00e7\u00e3o Sul, conhecido pela sigla ENOS, influencia processos f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos no Atl\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n\n<p>O El Ni\u00f1o \u00e9 um fen\u00f4meno clim\u00e1tico natural caracterizado pelo aquecimento anormal das \u00e1guas do Oceano Pac\u00edfico equatorial, associado a mudan\u00e7as na press\u00e3o atmosf\u00e9rica e na circula\u00e7\u00e3o dos ventos. <\/p>\n\n\n\n<p>Essas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o ficam restritas ao Pac\u00edfico. Elas se propagam pela atmosfera e afetam outros oceanos, alterando padr\u00f5es de chuva, temperatura e circula\u00e7\u00e3o das correntes mar\u00edtimas em escala global.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa, no Oceano Atl\u00e2ntico essas mudan\u00e7as t\u00eam efeitos pr\u00e1ticos importantes. O estudo aponta que o ENOS interfere na quantidade de chuvas, no volume de \u00e1gua despejado por grandes rios, na salinidade e na temperatura do mar. <\/p>\n\n\n\n<p>Esses fatores determinam a disponibilidade de nutrientes e de oxig\u00eanio na \u00e1gua, elementos essenciais para o fitopl\u00e2ncton, que sustenta toda a cadeia alimentar marinha.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Efeitos do El Ni\u00f1o no Oceano Atl\u00e2ntico e riscos<\/h3>\n\n\n\n<p>No Norte do Brasil, por exemplo, epis\u00f3dios de El Ni\u00f1o costumam reduzir as chuvas na Amaz\u00f4nia. Com menos chuva, o rio Amazonas despeja menos \u00e1gua e nutrientes no oceano, enfraquecendo a produtividade marinha em parte da costa. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso pode diminuir a abund\u00e2ncia de algumas esp\u00e9cies de peixes, embora favore\u00e7a outras, como o camar\u00e3o marrom, que se beneficia de \u00e1guas mais claras.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no Sul do pa\u00eds, o fen\u00f4meno tende a provocar o efeito oposto, com aumento das chuvas e maior entrada de nutrientes no oceano, o que pode favorecer determinadas pescarias. <\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00e1reas mais afastadas da costa, como no Atl\u00e2ntico Sul central, os pesquisadores identificaram rela\u00e7\u00e3o entre o El Ni\u00f1o e o aumento da captura de esp\u00e9cies comerciais como a albacora, um tipo de atum.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas alertam, no entanto, que esses impactos n\u00e3o seguem um padr\u00e3o fixo. As respostas variam conforme a esp\u00e9cie, a regi\u00e3o e o per\u00edodo analisado, o que aumenta os riscos para a gest\u00e3o pesqueira. <\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a falta de s\u00e9ries hist\u00f3ricas consistentes e limita\u00e7\u00f5es no monitoramento por sat\u00e9lite dificultam previs\u00f5es mais precisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que pode intensificar o El Ni\u00f1o, os autores destacam a urg\u00eancia de ampliar o monitoramento oce\u00e2nico e adotar estrat\u00e9gias de manejo adaptadas \u00e0s realidades locais. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, compreender melhor como o Atl\u00e2ntico reage ao fen\u00f4meno \u00e9 essencial para reduzir riscos ambientais, econ\u00f4micos e sociais nas regi\u00f5es costeiras.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa cient\u00edfica recente revelou que o Oceano Atl\u00e2ntico, que banha todo o litoral brasileiro, sofre impactos profundos e potencialmente graves durante a ocorr\u00eancia do El Ni\u00f1o. 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